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sábado, 15 de novembro de 2014

A incubadora não bastava, mas o abraço da sua irmã bebé salvou a sua vida e mudou a medicina

Brielle e Kyrie Jackson, prematuras, assombraram o mundo 

Tinham 3 semanas de vida, nasceram prematuras, uma delas morria,
a outra abraçou-a... E salvou-a.

Actualizado 3 de Novembro de 2014

Aciprensa

A prática médica às vezes requer de situações extremas para subir um novo escalão, como a que se apresentou em 1995 com as gémeas Brielle e Kyrie Jackson, irmãs que tinham nascido a doze semanas de culminar o tempo de gestação.

Ambas nasceram em 17 de Outubro e nesse tempo o protocolo nos Estados Unidos exigia que ambas fossem postas em incubadoras diferentes para que não tivessem contacto e assim evitar alguma infecção.

Sem dúvida, enquanto Kyrie se fortalecia e começava a ganhar peso, a sua irmã começava a mostrar problemas na sua respiração. O seu nível de oxigénio era baixo e não subia de peso.

Em 12 de Novembro a situação de Brielle era pior. Os seus pequenos braços e as pernas tornaram-se azuis enquanto tentava respirar. O seu ritmo cardíaco disparou e a sua família, com lágrimas nos olhos, preparava-se para o pior.

Os médicos tentaram todas as medidas conhecidas, mas o estado da bebé não melhorava. É aí quando a enfermeira Gayle Kasparian vai onde está a família e lhes pede permissão para tentar um método conhecido na Europa, mas quase desconhecido nos Estados Unidos: Colocar ambas as irmãs na mesma incubadora.

Aceite pelos pais, as meninas foram postas uma ao lado da outra. Com as poucas forças que tinha, Brielle juntou-se à sua irmã e o seu coração começou a estabilizar-se.
A foto icónica das gémeas Jackson em 1995
Em poucos minutos, os níveis de oxigénio no sangue foram subindo. Mas o comovedor viria depois: Conforme Brielle dormia, a sua irmã foi esticando o seu braço até abraçá-la completamente. Isto fez que a temperatura do corpo da pequena Brielle aumentasse até normalizar.

Já dadas de alta, os pais continuaram com a terapia e as colocaram na mesma cama. A saúde de ambas continuou melhorando. Inclusive cinco anos depois, ambas as irmãs continuaram partilhando a mesma cama. 

As raparigas Jackson com 19 anos,
encantadas
O “abraço do resgate” de Kyrie (Rescuing Hug), chamou a atenção de meios como a CNN, Life Magazine e Reader’s Digest, assim como o interesse dos meios que estudam a eficácia deste método para tratar gémeos, trigémeos e quadrigémeos prematuros.

Assim, The University of Massachusetts Memorial analisou uns cem casos de bebés que nasceram prematuros e partilharam a incubadora com o seu irmão: os doutores não encontraram um só caso de infecção entre os recém-nascidos.


Actualmente Brielle e Kyrie Jackson continuam partilhando o mesmo vínculo e proximidade que dezanove anos atrás salvou a vida da mais débil.
 

O tema tal como o recolheu a CNN (em inglês)



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