Reconhecimento em meios de comunicação com linhas editoriais diferentes é oportunidade para mostrar o poder de atracção da mensagem do evangelho
Roma, 07 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)
Uma plêiade de publicações internacionais trouxe o papa
Francisco na capa, destacando a sua influência internacional, a sua
relativa mudança de estilo ao apresentar a mensagem da Igreja católica e
o seu indiscutível protagonismo mediático. Entraram recentemente nessa
plêiade os veículos Le Monde, The Advocate, The New Yorker e até um
canal de televisão de referência para os jovens do mundo todo: a MTV.
Trata-se de meios de comunicação cujas linhas editoriais não têm
muito em comum. O fato de todos apresentarem um personagem (e o que ele
representa) contrastante com as opiniões normalmente vertidas em seus
conteúdos é um indicador de que o chamado “fenómeno Francisco” atingiu
um nível que supera o simples fascínio. Podemos agora pensar em como
canalizá-lo como oportunidade de evangelização.
De pouco serviria ficar admirando a atenção recebida de uma imprensa
normalmente hostil a tudo o que é católico se o resultado fosse apreciar
somente a pessoa do papa. É claro que isto não é pouca coisa, mas,
mesmo nisto, há o perigo da visão parcial sobre quem é o papa e,
principalmente, sobre o que ele pensa.
Tem sido mais ou menos comum repassar de modo impreciso o pensamento
de Francisco em questões nas quais ele aparentemente diverge dos
antecessores e até do Magistério da Igreja (casamento, homossexualidade,
mulher na Igreja, etc.). É verdade que a maioria das publicações
mencionadas, assim como a TIME, a Forbes, a Vanity Fair e a Forward,
dizem que não foi a mensagem que mudou, mas o estilo. E é precisamente
esta a oportunidade de evangelização que surge.
O papa Francisco chegou às capas internacionais sem procurar, mas,
sem dúvida, esse reconhecimento é resultado de um modo atraente de
mostrar que o Evangelho não é uma sobrecarga de preceitos e sim um
encontro de amor entre pessoas: Cristo e cada um. É cada vez mais comum
falar do papa e da fé. Aproveitar as oportunidades para recordar às
pessoas qual é o ponto de partida de Francisco é o mínimo que podemos
fazer.
Se a TIME, a MTV e o Le Monde oferecem a capa ao sucessor do apóstolo
Pedro, nós também podemos pensar em como apresentar criativamente a
realidade subjacente: que a mensagem de fundo da “pessoa do ano” é e
será eterna: ela vale para todas as épocas, momentos e lugares. E também
para todos os tipos de publicação.
(07 de Janeiro de 2014) © Innovative Media Inc.
in
Sem comentários:
Enviar um comentário