Diálogos, reuniões, shows e exposições no grande evento cultural criado em 2011 com base no Encontro de Rimini. Tema deste ano: "O tempo da pessoa, as origens de um povo. O eu e o nós"
Roma, 16 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) Anna Minghetti
Manhattan sediará também neste ano, de 17 a 19 de Janeiro, a
quarta edição do Encontro de Nova Iorque, o evento cultural que nasceu
em 2011 inspirado pela Comunhão e Libertação e pelo Centro Cultural
Crossroads, com base na experiência de mais de trinta anos do Encontro
da Amizade entre os Povos em Rimini, na Itália.
Na iniciativa, que já virou um importante ponto de referência
cultural no coração da Big Apple, há de tudo: encontros, shows, stands
e o grande trabalho dos voluntários, que é o ingrediente mais
impressionante desta experiência e a base de todo o Encontro. Na última
edição, mais de 200 pessoas dedicaram seu tempo gratuitamente a uma obra
que, dizem os próprios organizadores, "quer testemunhar a vida nova e o
conhecimento gerado a partir da fé, de acordo com a afirmação do papa
Bento XVI de que a inteligência da fé deve se tornar inteligência da
realidade".
Esta quarta edição foca no tema “O tempo da pessoa, as origens de um
povo. O eu e o nós”. Esse tema surge do desejo de descobrir quem
realmente somos, levando em conta o tempo cheio de incertezas que
atravessamos, no qual a dúvida parece insinuar-se nos ideais que definem
a cultura humana, como a exaltação da pessoa, a busca da felicidade e
orgulho de pertencer a um povo. Como afirma don Luigi Giussani, "quando a
aversão da sociedade ameaça a nossa vivacidade e incita as nossas
incertezas já naturais, então é sinal de que chegou o tempo da pessoa".
É por esta razão que se parte do indivíduo, e, não por acaso, os
debates do Encontro de Nova Iorque vão abordar exemplos de pessoas como
Vaclav Havel, ex-presidente da República Tcheca, que, graças ao seu
testemunho incansável da verdade contra um poder que pregava a mentira,
contribuiu para derrubar o regime comunista em seu país. Não faltarão os
temas candentes do debate actual: a situação dos cristãos no Oriente
Médio, o trabalho e o desemprego, a educação e a exortação do papa
Francisco a chegarmos até as periferias do mundo.
Nesses diálogos participarão importantes personalidades do cenário
americano e internacional, como o teólogo Lorenzo Albacete, o pe. Samir
Khalil Samir, professor de Estudos Islâmicos em Beirute, o arcebispo de
Boston, cardeal Sean O'Malley, o filósofo Fabrice Hadjadj, o presidente
da Comunhão e Libertação, Julián Carrón, entre muitos outros. No domingo
de manhã será celebrada a missa presidida por dom Carlo Maria Viganò,
núncio apostólico nos Estados Unidos.
O Encontro de Nova Iorque terá ainda shows e exposições. Duas mostras
acompanharão os três dias do evento: “A face reencontrada: os traços
inconfundíveis de Cristo”, dedicada ao véu de Manoppello e exposta
também na última edição do Encontro de Rímini, e “Humanidade: a coisa
mais estranha do cosmos”. A noite é dedicada à música, com a presença de
corais de diversos países mostrando as suas tradições próprias. O show
de encerramento será feito pelo saxofonista Lou Marini.
(16 de Janeiro de 2014) © Innovative Media Inc.
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