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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Terra Santa: a ONU apela pelo respeito aos lugares sagrados

Conselho de Segurança realizou reunião urgente para tratar da violência no Oriente Médio

Madrid, 19 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)

O Conselho de Segurança da ONU realizou na última sexta-feira uma reunião de emergência a pedido dos países árabes para avaliar os graves acontecimentos de violência acontecidos nos territórios palestinianos ocupados e em Jerusalém Oriental.

Ao apresentar um relatório, o subsecretário das Nações Unidas para Assuntos Políticos, Tayé-Brook Zerihoun, condenou o ataque perpetrado por um grupo palestino ao incendiar o túmulo de José em Nablus, na Cisjordânia, e advertiu sobre as graves consequências do desrespeito aos lugares sagrados de culto e da transformação dos conflitos políticos em conflito religioso.

“O secretário geral condena energicamente este ato reprovável e solicita que os responsáveis sejam julgados. Também acolhe a resposta do presidente Abbas e seu anúncio de que os fatos serão investigados”, dijo Zerihoun. Há séculos, o túmulo de José é venerado por cristãos, judeus e muçulmanos.

O subsecretário geral informou ao Conselho que, desde 1º de outubro, a violência provocou a morte de 7 israelitas e 32 palestinianos. Além disso, 124 israelitas e 1.118 palestinianos foram feridos.

Zerihoun reforçou que a atual crise não pode ser resolvida com medidas de segurança como a demolição das casas dos acusados de terrorismo. A ocupação israelita e as cada vez menores perspectivas de um Estado palestiniano contribuíram, segundo ele, para exacerbar a situação.

Durante a sessão do Conselho, ouviram-se as recriminações mútuas dos diplomatas da Palestina e de Israel. O novo embaixador israelita, Danny Danon, responsabilizou o governo palestiniano de incitar à violência e criticou a falta de resposta do presidente Abbas às solicitações do primeiro-ministro Netanyahu para retomar as conversações de paz.

Por sua vez, o observador permanente palestiniano, Riyad Mansour, pediu a intervenção do Conselho para dar fim à agressão contra o povo palestiniano e seus lugares sagrados e destacou que Israel deve assumir a responsabilidade pelas violações do direito internacional e humanitário que comete diariamente.

(19 de Outubro de 2015) © Innovative Media Inc.
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