São Raimundo nos deixou um vigoroso testemunho de disposição e ousadia apostólica e missionária
Horizonte, 07 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros
“Um rei da terra me fecha a passagem, mas o Rei do Céu há de
me abrir um caminho melhor; ou por outra, Ele próprio é meu caminho”
dizia com fervor Raimundo de Penafort, nascido no Castelo dos Penafort
em Villafranca de Benadis, perto de Barcelona, no ano de 1175. Filho de
Pedro Ramon Penafort e Saurina, sua infância sempre foi norteada pelo
vigoroso interesse pelos estudos e aspiração à vida religiosa. Assim o
jovem Raimundo dedicou-se aos estudos de filosofia e direito jurídico e
aos vinte anos já actuava como professor em Barcelona.
Em 1210 ele viajou para Bolonha para concluir a cadeira de Direito Canónico a qual foi nomeado titular por três anos e atuou com louvor
como mestre, tendo sua fama alcançado toda a região. Contudo não
abandonava a prática piedosa de acolher e cuidar dos pobres que a ele se
achegavam. Em 1219, Dom Berenger, Bispo de Barcelona o convidou para
fazer parte de sua diocese na qual Raimundo foi ordenado sacerdote e
vigário geral da diocese. Sentia-se fortemente atraído pela vivência dos
dominicanos que viviam em Barcelona; no ano 1222 ingressou e recebeu o
hábito da Ordem Dominicana na qual foi uma grande referência. Em 1232,
tornou-se capelão do Papa Gregório IX e sob seu papado desenvolveu
inúmeras obras e acções dentre elas o famoso “Decretais de Gregório IX”
que vigorou até a publicação do primeiro Código de Direito Canónico. O
Papa sugeriu nomeá-lo Bispo de Tarragona, mas Raimundo recusou e
retornou para o convento em Barcelona e juntamente com Pedro Nolasco
redigiu as constituições da Ordem das Mercês para a Redenção dos
Cativos.
Empreendeu vigoroso trabalho de conversão dos judeus e muçulmanos,
criando centros de ensino para a língua própria de cada um e organizando
missões nas quais catequizava, pregava a Palavra, confessava, baptizava,
auxiliava os doentes e pobres e assim convertia a todos que passavam
por ele. Em um registo do ano 1256 lê-se que sua missão converteu mais
de dez mil árabes. Sua sabedoria e vigor alcançaram também o rei Jaime I
o qual exortou severamente sobre sua conduta e o fez mudar o seu
proceder.
Raimundo faleceu no dia 06 de Janeiro de 1275. Foi beatificado pelo
Papa Paulo III no ano de 1542 e canonizado pelo Papa Clemente VIII em 29
de Abril de 1601. Sua memória foi fixada no dia 07 de Janeiro.
(07 de Janeiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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