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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Santo Odilo

Santo Odilo, trouxe novo vigor à Igreja de sua época pelo florescimento da fé, das virtudes e da esperança


Horizonte, 19 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


Definido pelo Bispo Fulbert de Chartres como o “arcanjo dos monges”, Odilo nasceu no ano 962 na cidade de Auvergne na França. Filho de Beraldo e Cerberga, Odilo desde cedo aspirou à vida espiritual e narra a tradição que aos quatro anos de idade, sendo portador de uma deficiência física nas pernas, adentrou em uma Igreja acompanhado por sua empregada e, maravilhado com o que viu, arrastou-se até o altar e diante de uma imagem da Virgem Maria pediu que ficasse curado. Milagrosamente, Odilo começou a andar.

Sua educação foi confiada ao Mosteiro Benedito de Cluny no qual também trilhou o caminho religioso e tamanha foram sua dedicação e humildade nos trabalhos que em um ano de noviciado foi admitido na Ordem e escolhido vigário. O Abade São Maiolo, percebendo sua fragilidade de saúde, nomeou Odilo seu sucessor. Odilo assumiu com vigor e ousadia sua missão e deu um novo impulso à vida monástica e à reforma da regra de São Bento, aperfeiçoando-a e aplicando-a aos outros mosteiros ligados à Cluny. Sobre sua postura relatam os biógrafos: “Santo Odilo era magro e pálido, cabelos escuros; mas seus olhos tinham um brilho prodigioso. O som de sua voz vibrava como um sino longínquo chamando os fiéis à oração. Suas palavras eram ao mesmo tempo doces e fortes, e penetravam os corações”.

Sua dedicação a instaurar a paz entre os conflitos da Igreja com o Império na época foram determinantes para acontecer a chamada “Trégua de Deus”. Foi muito solicitado e em diversas situações diplomáticas, viajou pela França, Suíça, Alemanha e Itália. Em seus 56 anos como abade conseguiu reunir mais de mil mosteiros e neles cerca de dez mil monges. No ano 998 Odilo instituiu um dia ara rezar pela almas do Purgatório que conhecemos hoje como o Dia de Finados.

Odilo faleceu no dia 31 de Dezembro de 1049 aos 87 anos. Seu corpo foi enterrado no Priorado de Souvigny e seu corpo manteve-se incorrupto, sendo depois queimado pelas invasões francesas. Sua memória é celebrada no dia 19 de Janeiro.

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