Santo Odilo, trouxe novo vigor à Igreja de sua época pelo florescimento da fé, das virtudes e da esperança
Horizonte, 19 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros
Definido pelo Bispo Fulbert de Chartres como o “arcanjo dos
monges”, Odilo nasceu no ano 962 na cidade de Auvergne na França. Filho
de Beraldo e Cerberga, Odilo desde cedo aspirou à vida espiritual e
narra a tradição que aos quatro anos de idade, sendo portador de uma
deficiência física nas pernas, adentrou em uma Igreja acompanhado por
sua empregada e, maravilhado com o que viu, arrastou-se até o altar e
diante de uma imagem da Virgem Maria pediu que ficasse curado.
Milagrosamente, Odilo começou a andar.
Sua educação foi confiada ao Mosteiro Benedito de Cluny no qual
também trilhou o caminho religioso e tamanha foram sua dedicação e
humildade nos trabalhos que em um ano de noviciado foi admitido na Ordem
e escolhido vigário. O Abade São Maiolo, percebendo sua fragilidade de
saúde, nomeou Odilo seu sucessor. Odilo assumiu com vigor e ousadia sua
missão e deu um novo impulso à vida monástica e à reforma da regra de
São Bento, aperfeiçoando-a e aplicando-a aos outros mosteiros ligados à
Cluny. Sobre sua postura relatam os biógrafos: “Santo Odilo era magro e
pálido, cabelos escuros; mas seus olhos tinham um brilho prodigioso. O
som de sua voz vibrava como um sino longínquo chamando os fiéis à
oração. Suas palavras eram ao mesmo tempo doces e fortes, e penetravam
os corações”.
Sua dedicação a instaurar a paz entre os conflitos da Igreja com o
Império na época foram determinantes para acontecer a chamada “Trégua de
Deus”. Foi muito solicitado e em diversas situações diplomáticas,
viajou pela França, Suíça, Alemanha e Itália. Em seus 56 anos como abade
conseguiu reunir mais de mil mosteiros e neles cerca de dez mil monges.
No ano 998 Odilo instituiu um dia ara rezar pela almas do Purgatório
que conhecemos hoje como o Dia de Finados.
Odilo faleceu no dia 31 de Dezembro de 1049 aos 87 anos. Seu corpo
foi enterrado no Priorado de Souvigny e seu corpo manteve-se incorrupto,
sendo depois queimado pelas invasões francesas. Sua memória é celebrada
no dia 19 de Janeiro.
(19 de Janeiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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