Hilário consagrou toda a sua vida à defesa da fé na divindade de Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus como o Pai
Horizonte, 13 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros
“Hilário consagrou toda a sua vida à defesa da fé na
divindade de Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus como o Pai”, dizia o
Papa Bento XVI sobre Santo Hilário que nasceu por volta do ano 300 em
Poitiers, no centro-oeste da França. Vindo de uma família rica e pagã,
Hilário recebeu primorosa educação tendo inclusive conhecimento em
grego, o que era raro na época. Deu seguimento aos seus estudos
aprofundando o conhecimento das Sagradas Escrituras e se convertendo
juntamente com a esposa e a filha.
Baptizou-se por volta do ano 345 e a este momento descreveu como de
“intenso desejo, não só de compreendê-lo, mas também de conhecê-lo”.
Respeitado e considerado por todo o povo, foi sagrado bispo de Poitiers
no ano 353. Naquela época o celibato ainda estava sendo estudado no
ocidente. Sua missão pastoral deparou-se de início com a heresia ariana,
que Hilário combateu vigorosamente se reportando ao imperador
Constâncio II sobre as perseguições através do documento “Ad Constantium
Augustum liber primus”. No ano 356, participou do Sínodo de Beziers na
França, o qual definiu como o “sínodo dos falsos apóstolos”, pois bispos
filoarianos tramaram e pediram o exílio Hilário que assim foi executado
e ele foi exilado na Frígia. Ao imperador Constâncio, Hilário escrevia
duramente: “tu inventas fórmulas de fé, tu substituis os bons bispos
pelos maus, tu superas o diabo e persegues sem martirizar”.
Durante seu exílio, escreveu diversos documentos combatendo a heresia
ariana e a actuação dos clérigos ligados à ela sendo dentre eles o
famoso "De Synodis", o “De Trinitate Libri XII” (Tratado sobre a
Santíssima Trindade) e o "Adversus Arianos" pelo qual foi chamado por
Santo Agostinho de "o mais ilustre doutor da Igreja". Em 360, pode
então retornar do exílio e assumir suas actividades pastorais e conduzir
com esmero seu rebanho. Papa Bento XVI nos diz que: “Era precisamente
este o seu dom: conjugar fortaleza na fé e mansidão na relação
interpessoal”.
No final de sua vida ainda escreveu o Tratados sobre os Salmos e teve
contacto com o São Martinho de Tours graças a fundação de um mosteiro em
Poitiers. Faleceu no ano 368 e em 1851 Pio IX o proclamou Doutor da
Igreja.
(13 de Janeiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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