Dóris Hipólito deixou o seu trabalho e dedicou-se às raparigas
| Dóris Hipólito contempla o mural com fotos de crianças salvas, com uma imagem do popular Santo Frei Galvão no centro |
Actualizado 9 de Dezembro de 2014
Carrie Gress/Aleteia
O Rio de Janeiro atraiu a atenção do mundo ao receber a Jornada Mundial da Juventude de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e está pronto para acolher os Jogos Olímpicos de 2016.
Enquanto o foco de atenção estava na Cidade Maravilhosa, uma mulher salvou mais de 3.000 crianças condenadas ao aborto nas favelas da Baixada Fluminense, praticamente sem nenhuma atenção, nem sequer do seu próprio país. Tudo começou de maneira simples, há 23 anos.
Maria das Dores Hipólito Pires, melhor conhecida como Dóris Hipólito, levava uma vida relativamente confortável como professora de história e geografia.
A direcção da escola onde ela ensinava pediu-lhe que ajudasse algumas raparigas que estavam sofrendo as consequências devastadoras de ter abortado.
Dóris juntou material pró-vida para tentar ajudar aquelas raparigas e difundiu o material e a missão entre outros paroquianos.
Pouco tempo depois, sentiu a moção interior de promover um rosário público no dia 13 de cada mês, ocasião para distribuir também folhetos pró-vida.
Carrie Gress/Aleteia
O Rio de Janeiro atraiu a atenção do mundo ao receber a Jornada Mundial da Juventude de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e está pronto para acolher os Jogos Olímpicos de 2016.
Enquanto o foco de atenção estava na Cidade Maravilhosa, uma mulher salvou mais de 3.000 crianças condenadas ao aborto nas favelas da Baixada Fluminense, praticamente sem nenhuma atenção, nem sequer do seu próprio país. Tudo começou de maneira simples, há 23 anos.
Maria das Dores Hipólito Pires, melhor conhecida como Dóris Hipólito, levava uma vida relativamente confortável como professora de história e geografia.
A direcção da escola onde ela ensinava pediu-lhe que ajudasse algumas raparigas que estavam sofrendo as consequências devastadoras de ter abortado.
Dóris juntou material pró-vida para tentar ajudar aquelas raparigas e difundiu o material e a missão entre outros paroquianos.
Pouco tempo depois, sentiu a moção interior de promover um rosário público no dia 13 de cada mês, ocasião para distribuir também folhetos pró-vida.
Com o apoio do bispo Werner Siebembrok e a Legião de Maria, o pequeno grupo formado por Dóris começou a ajudar, nas periferias e favelas, as mulheres que pensavam que não tinham nenhuma alternativa que não fosse abortar.
Ainda que o aborto seja ilegal na maioria dos casos no Brasil, existem muitas “clínicas” que os realizam ilegalmente na Baixada Fluminense, uma região com 3 milhões de pessoas e com muitas carências sociais.
Dóris vai à porta dessas “clínicas” e tenta falar com essas mães, muitas das quais são toxicodependentes e/ou estão sofrendo muita pressão por parte de terceiros para abortar.
Ela incentiva-as para que tenham os seus filhos, oferecendo-lhes apoio para continuar a gravidez e, principalmente, para transformar as suas vidas.
Ainda que o aborto seja ilegal na maioria dos casos no Brasil, existem muitas “clínicas” que os realizam ilegalmente na Baixada Fluminense, uma região com 3 milhões de pessoas e com muitas carências sociais.
Dóris vai à porta dessas “clínicas” e tenta falar com essas mães, muitas das quais são toxicodependentes e/ou estão sofrendo muita pressão por parte de terceiros para abortar.
Ela incentiva-as para que tenham os seus filhos, oferecendo-lhes apoio para continuar a gravidez e, principalmente, para transformar as suas vidas.
Há oito anos, Dóris deu um passo muito valente com o apoio da sua família: deixar o trabalho e trabalhar a tempo completo com aquelas mulheres desesperadas.
Em 2007, encontrou uma mulher sem casa, grávida, com deficiências físicas e mentais, que vivia debaixo de uma ponte. Dóris alugou uma pequena casa para cuidá-la. Não tardou nada em aparecer na casa uma segunda mulher grávida também sobrecarregada pelas necessidades extremas. E outra, e outra, e outra mais. Dóris então estabeleceu formalmente a Casa de Amparo Pró-vida.
Além de manter um lugar seguro e cheio de carinho para cuidar dessas mulheres e seus filhos, Dóris ajudou a montar centros pró-vida em igrejas locais para que as mulheres grávidas contassem com mais assistência.
Tanto nestes centros como na Casa de Amparo, as mulheres grávidas encontram formação profissional, atenção médica e um lugar onde trabalhar e viver com dignidade, resolvendo as necessidades dos bebés.
Muitas das mulheres que Dóris recebeu tornaram-se voluntárias neste mesmo trabalho. A filha de uma das mulheres que ela ajudou há vinte anos é hoje voluntária no acolhimento e o cuidado de outras mulheres em situação de grande vulnerabilidade.
Em 2007, encontrou uma mulher sem casa, grávida, com deficiências físicas e mentais, que vivia debaixo de uma ponte. Dóris alugou uma pequena casa para cuidá-la. Não tardou nada em aparecer na casa uma segunda mulher grávida também sobrecarregada pelas necessidades extremas. E outra, e outra, e outra mais. Dóris então estabeleceu formalmente a Casa de Amparo Pró-vida.
Além de manter um lugar seguro e cheio de carinho para cuidar dessas mulheres e seus filhos, Dóris ajudou a montar centros pró-vida em igrejas locais para que as mulheres grávidas contassem com mais assistência.
Tanto nestes centros como na Casa de Amparo, as mulheres grávidas encontram formação profissional, atenção médica e um lugar onde trabalhar e viver com dignidade, resolvendo as necessidades dos bebés.
Muitas das mulheres que Dóris recebeu tornaram-se voluntárias neste mesmo trabalho. A filha de uma das mulheres que ela ajudou há vinte anos é hoje voluntária no acolhimento e o cuidado de outras mulheres em situação de grande vulnerabilidade.
A pressão política vai aumentando no Brasil para que o aborto livre seja legalizado no país. Existem grupos de ideologia feminista radical que trabalham contra a acção pró-vida realizada por Dóris.
Ela já recebeu ameaças por telefone, inclusive ameaças de morte. Uma mulher que foi inspeccionar a Casa de Amparo viu fotos das crianças que foram salvos do aborto e exclamou: “Esta casa nunca deveria ter existido”.
Hoje, Dóris e a sua família confiam na Divina Providência para prover as suas necessidades e as de todas as pessoas que são atendidas na Casa de Amparo. Ela espera ampliar as instalações e já conta com a doação de um terreno, mas o projecto está paralisado por falta de fundos.
Ainda com as suas limitações, Dóris já foi testemunha do triunfo da vida de 160 crianças que foram salvas de abortos ilegais só este ano.
Dificuldades aparte, Dóris contínua firme, apoiada em Deus e na força da esperança que irradia do rosto dos bebés retractados na sua parede. E quando as coisas são particularmente difíceis, ela diz a si mesma: “Os poderosos podem-me demonstrar o seu poder, mas os bebés mostram-me o paraíso”.
Para mais informação sobre Dóris Hipólito e para ajudar a sua maravilhosa missão:
http://www.gofundme.com/hub754
Ela já recebeu ameaças por telefone, inclusive ameaças de morte. Uma mulher que foi inspeccionar a Casa de Amparo viu fotos das crianças que foram salvos do aborto e exclamou: “Esta casa nunca deveria ter existido”.
Hoje, Dóris e a sua família confiam na Divina Providência para prover as suas necessidades e as de todas as pessoas que são atendidas na Casa de Amparo. Ela espera ampliar as instalações e já conta com a doação de um terreno, mas o projecto está paralisado por falta de fundos.
Ainda com as suas limitações, Dóris já foi testemunha do triunfo da vida de 160 crianças que foram salvas de abortos ilegais só este ano.
Dificuldades aparte, Dóris contínua firme, apoiada em Deus e na força da esperança que irradia do rosto dos bebés retractados na sua parede. E quando as coisas são particularmente difíceis, ela diz a si mesma: “Os poderosos podem-me demonstrar o seu poder, mas os bebés mostram-me o paraíso”.
Para mais informação sobre Dóris Hipólito e para ajudar a sua maravilhosa missão:
http://www.gofundme.com/hub754
in
Sem comentários:
Enviar um comentário