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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Oração e trabalho pela unidade

'Palavra e Vida' do arcebispo de Barcelona


Barcelona, 19 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Cardenal Lluís Martínez Sistach


Teve início no domingo, 18 de Janeiro, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Esta oitava sempre começa dia 18 e termina no dia 25, festa da Conversão de São Paulo. Este ano está marcado por dois domingos e tem como lema algumas palavras do diálogo entre Jesus e a mulher samaritana no poço de Jacó: "Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber" (Jo 4,7). Todos os anos são amplamente divulgados algumas orações e pensamentos aprovados pelo Conselho Ecuménico das Igrejas e pela Igreja Católica, este ano preparado pelos cristãos no Brasil.

O episódio evangélico da mulher samaritana é muito caro à grande santa e mística Teresa de Jesus. Então, acho que de alguma forma a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos se conecta com a memória do Jubileu Teresiano que estamos celebrando este ano para marcar o quinto centenário da grande Doutora da Igreja, nascida em Ávila.

Nos dias de hoje ressoam profundamente em nossos corações as palavras da oração de Jesus no Cenáculo "para que todos sejam um, assim como, Pai, estais em mim e eu em Vós; para que eles seja um em nós e o mundo creia que tu me enviaste”.

No Concílio Vaticano II, a Igreja Católica se comprometeu em trabalhar para a unidade de todos os que crêem em Cristo "na profissão de uma única fé, na celebração comum do culto e na concórdia fraterna da família dos filhos de Deus".

Desde então, avançou-se bastante. Deve ser reconhecido como um sinal de esperança os passos que foram dados e estão sendo dados no caminho ecuménico. Cito dois exemplos.

Em 31 de Outubro de 1999, representantes da Igreja Católica e da Federação Luterana Mundial, assinaram em Augsburg, a "Declaração Conjunta sobre a Justificação", que era uma das questões centrais da crise que levou à quebra da unidade no tempo de Lutero. Os bispos do Sínodo Especial para a Europa, em sua mensagem final, reconheceram com alegria que, depois de quatro séculos, há um consenso sobre verdades fundamentais acerca do tema da justificação.

Nos últimos dias de Novembro do ano passado, o Papa Francisco fez uma curta viagem à Turquia, especialmente para se encontrar com o Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, e reafirmou a sua vontade de colocar todos os meios necessários para superar a ruptura da unidade entre católicos e ortodoxos que já dura quase um milénio, que gera em nós a grande esperança da unidade querida por Cristo.

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