Congresso O que de verdade importa
| Lopez Lomong, no centro, é um corredor de nível olímpico, que viu Deus na sua vida |
Actualizado 24 de Novembro de 2014
ReL
A edição madrilena de 2014 do Congresso O que de verdade importa (www.loquedeverdadimporta.org) celebrou-se em Madrid este fim-de-semana com histórias de coragem e superação.
Uma delas foi a de Lopez Lomong, um atleta olímpico norte-americano que foi criança-soldado no Sudão.
Na sexta-feira 21 de Novembro no Palácio Municipal de Congressos de Madrid quase 2.000 jovens escutaram a impactante história de Lopepe (Lopez) Lomong, um testemunho que ele contou com detalhe, fé e emoção num livro (em espanhol, Correr para viver, de Ediciones Palabra).
A sua odisseia começou quando, estando na Missa coma a sua família, numa aldeia do que hoje é Sudão do Sul, um grupo de guerrilheiros irrompeu violentamente no templo e levou vários pequenos, entre eles Lopepe (Lopez é um sobrenome), que tinha 6 anos.
No contexto da guerra civil sudanesa, o pequeno foi recrutado à força para ser menino soldado. A sua família deu-o por morto.
Quase morreu no seu cativeiro, mas conseguiu escapar. Durante dez anos esteve num campo de refugiados próximo de Nairobi antes de ser transferido para os EUA. Ali foi adoptado por uma família cristã e generosa.
Nos dias de hoje é um conhecido atleta estadunidense. Em 2008 foi o porta-bandeira da delegação dos Estados Unidos durante os Jogos Olímpicos.
Quando em “Correr para viver” relata a sua peripécia vital sempre deixa claro que a mão de Deus estava por detrás.
Depois de ser arrebatado dos braços da sua mãe e conduzido junto com outros meninos para um campo rebelde de prisioneiros, permaneceu três semanas cativo num barracão, sem luz nem asseios, praticamente sem alimentos e tiritando de frio durante as noites. Cada manhã, ao levantar-se, via como alguns dos seus companheiros amanheciam mortos.
Uma noite, aproveitando um descuido dos vigilantes, escapou junto com três amigos, a quem considerava “anjos do Céu”.
“Recordei-me da história que contam os Actos dos Apóstolos, quando os anjos libertam são Pedro da prisão a meio da noite. Deus fez o mesmo comigo e os meus três anjos”, disse em Correr para viver.
Uma vez livres, os quatro correram sem parar três dias pela savana africana. Sem sabê-lo, chegaram à fronteira com o Quénia.
Uma refeição por dia com os refugiados
Os soldados levaram-nos para um campo de refugiados, Kakuma, dependente do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), onde viviam cem mil pessoas.
O pequeno viveu em Kakuma, sem contacto com a sua família, durante dez anos. Só recebia uma refeição por dia, excepção feita das sobras da comida que recolhia do que os trabalhadores da ONU deitavam no lixo.
O futebol, as corridas e a ida à igreja católica do campo de refugiados converteram-se nas suas principais ocupações durante aqueles anos.
Um dia, no ano 2000, foi a uma quinta para ver pela televisão as Olimpíadas. Ao ver competir o velocista Michael Johnson, Lopez marcou um sonho: ser campeão olímpico, como ele.
Um domingo, o sacerdote anunciou que os Estados Unidos ia receber 3.500 crianças perdidas sudanesas em famílias norte-americanas.
Tinham que elaborar uma redacção em inglês contando a história da sua vida. Apesar do seu escasso inglês, com ajuda dos seus companheiros, conseguiu elaborar a sua redacção e, meses depois, foi seleccionado para ser acolhido por uma família de Siracusa (Nova Iorque).
O assombro de viver na América
Depois de uma viagem surpreendente para ele, Lopepe chegou à América e situou-se numa família formidável. Tudo o deixava com a boca aberta. Mas, com os seus 16 anos, teve que habituar-se aos costumes do lugar: no princípio, por exemplo, tomava duche com água gelada porque não sabia que com somente girar a torneira saía água quente.
Graças ao apoio da sua nova família, Lomong pode alcançar os seus sonhos. Ajudaram-no a treinar e, depois de uma longa e esforçada preparação, pode converter-se em atleta profissional, e, como no seu sonho, competir nas olimpíadas de Pequim 2008 e em Londres 2012.
O seu pai pode destruir o túmulo que lhe dedicou
O atleta também pode reencontrar-se com os seus pais biológicos e regressar ao seu povoado natal, onde foi recebido com grandes festejos.
O seu pai pode destruir o túmulo que lhe tinha cavado anos atrás, dando-lhe por morto.
Segundo assegura Lopepe, “Deus esteve comigo inclusive nas experiências mais traumáticas da minha vida, guiando-me para que me convertesse na melhor pessoa que pudesse chegar a ser. Ele todavia guia-me para que aspire a mais e ajude as pessoas do meu país que não pode conseguir as mesmas oportunidades que eu”, explica. Criou uma fundação para ajudar as pessoas da sua terra, Sudão do Sul.
Depois de uma viagem surpreendente para ele, Lopepe chegou à América e situou-se numa família formidável. Tudo o deixava com a boca aberta. Mas, com os seus 16 anos, teve que habituar-se aos costumes do lugar: no princípio, por exemplo, tomava duche com água gelada porque não sabia que com somente girar a torneira saía água quente.
Graças ao apoio da sua nova família, Lomong pode alcançar os seus sonhos. Ajudaram-no a treinar e, depois de uma longa e esforçada preparação, pode converter-se em atleta profissional, e, como no seu sonho, competir nas olimpíadas de Pequim 2008 e em Londres 2012.
O seu pai pode destruir o túmulo que lhe dedicou
O atleta também pode reencontrar-se com os seus pais biológicos e regressar ao seu povoado natal, onde foi recebido com grandes festejos.
O seu pai pode destruir o túmulo que lhe tinha cavado anos atrás, dando-lhe por morto.
Segundo assegura Lopepe, “Deus esteve comigo inclusive nas experiências mais traumáticas da minha vida, guiando-me para que me convertesse na melhor pessoa que pudesse chegar a ser. Ele todavia guia-me para que aspire a mais e ajude as pessoas do meu país que não pode conseguir as mesmas oportunidades que eu”, explica. Criou uma fundação para ajudar as pessoas da sua terra, Sudão do Sul.
| FICHA | TÉCNICA | COMPRA ONLINE |
| Título: | Correr para viver. Dos campos do Sudão às Olimpíadas | Ocio Hispano |
| Autor: | Lopez Lomong | |
| Editora: | Palabra | |
| Páginas: | 304 páginas | |
| Preço: | 16,00 € |
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