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sábado, 17 de janeiro de 2015

Francisco: a corrupção rouba recursos dos pobres

Manila: em encontro com as autoridades, o papa pede esforço conjunto para garantir a inclusão de todo homem, mulher e criança


Roma, 16 de Janeiro de 2015 (Zenit.org)


O papa Francisco se reuniu nesta manhã com as autoridades e com o corpo diplomático no palácio presidencial de Manila. Depois do discurso do presidente Benigno Aquino, o pontífice falou em inglês aos 350 convidados, expressando a sua proximidade dos "irmãos e irmãs que tiveram que suportar o sofrimento, a perda de entes queridos e a devastação causada pelo tufão Yolanda". Francisco recordou que é um "dever escutar a voz dos pobres e romper as correntes da injustiça".

Em sua primeira mensagem do dia, o Santo Padre admirou "a força heróica, a fé e a resistência demonstrada por muitos filipinos diante deste e de outros desastres naturais". Nestes momentos de crise nacional, "um grande número de pessoas ajudou os seus vizinhos necessitados. Com grande sacrifício, doaram seu tempo e recursos, criando redes de ajuda mútua e trabalhando pelo bem comum".

Para conquistar os objectivos nacionais, destacou o papa, "é essencial o imperativo moral de garantir a justiça social e o respeito pela dignidade humana. A grande tradição bíblica traça para todos os povos o dever de escutar a voz dos pobres e de romper as correntes da injustiça e da opressão, que provocam flagrantes e até escandalosas desigualdades sociais. A reforma das estruturas sociais que perpetuam a pobreza e a exclusão dos pobres requer, em primeiro lugar, a conversão da mente e do coração".

"Os bispos das Filipinas pediram que este ano seja proclamado o Ano dos Pobres. Espero que esta profética convocação leve todos os âmbitos da sociedade a rejeitar toda forma de corrupção que rouba recursos dos pobres, e a fazer um esforço conjunto para garantir a inclusão de todo homem, mulher e criança na vida da comunidade".

"Sabemos que é difícil, hoje, para as nossas democracias, preservar e defender valores humanos básicos como o respeito pela dignidade inviolável de toda pessoa humana, o respeito pelos direitos de consciência e de liberdade religiosa, assim como o direito inalienável à vida, desde a vida dos ainda não nascidos até a dos idosos e doentes".

"É preciso ajudar e animar as famílias e as comunidades locais na sua tarefa de transmitir aos nossos jovens os valores e a visão que permite construir uma cultura da integridade: aquela que promove a bondade, a veracidade, a fidelidade e a solidariedade como base firme e aglutinante moral para manter a sociedade unida".

Ao encerrar suas palavras, o pontífice deu a bênção a todos os presentes na sala de cerimónias do palácio presidencial.

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