Presidente da Conferência Episcopal da
Nigéria comenta os últimos ataques do grupo terrorista e apela por uma
mobilização que supere as divisões políticas, étnicas e religiosas"
Roma, 15 de Janeiro de 2015 (Zenit.org)
Cinco anos de perseguição, cerca de 9 mil mortos em 2014.
São os números do Boko Haram, grupo terrorista islâmico que está
colocando a Nigéria de joelhos. Dom Ignatius Ayau Kaigama, Presidente da
Conferência Episcopal da Nigéria e Arcebispo de Jos, comenta essa
triste realidade à BBC e invoca uma mobilização como aconteceu após o
massacre de Paris.
O arcebispo sublinhou que "precisamos que este espírito se multiplique, não apenas quando isso ocorre na Europa, mas também na Nigéria, no Níger ou em Camarões”. Precisamos mobilizar nossos recursos e olhar para as pessoas que carregam tanta tristeza em muitas famílias.”
O arcebispo sublinhou que "precisamos que este espírito se multiplique, não apenas quando isso ocorre na Europa, mas também na Nigéria, no Níger ou em Camarões”. Precisamos mobilizar nossos recursos e olhar para as pessoas que carregam tanta tristeza em muitas famílias.”
Sobre os últimos ataques, o da cidade de Baga - falava-se de 2.000 mortos, depois, o número caiu para 150, mas nada oficial - e o do último fim de semana, que matou duas crianças kamikazes e pelo menos 26 pessoas. Recrutar crianças é um método que o bispo chama de "aberrante e inimaginável". "É uma tragédia monumental. Deixou a todos na Nigéria muito tristes", disse o presidente dos bispos nigerianos. Parece que estamos desamparados – acrescentou - porque se fossemos capazes de deter o Boko Haram, já o teríamos feito. Eles continuam a atacar, matar e a tomar territórios impunemente", disse Kaigama.
O presidente dos bispos nigerianos espera "uma grande manifestação" contra o terrorismo. Para os terroristas, recordou, "não há distinção entre cristãos e muçulmanos: todos fugiram em face da violência do Boko Haram. Em muitas famílias há cristãos e muçulmanos que vivem juntos em paz. Quem não compartilha a ideologia do Boko Haram, incluindo muçulmanos, é obrigado a fugir.”
Por isso, concluiu Dom Kaigama, “penso na grande manifestação de Paris contra os assassinatos ocorridos na França. Auspicio também aqui uma grande manifestação de unidade nacional que supere as divisões políticas, étnicas e religiosas, para dizer não à violência e encontrar uma solução aos problemas que afligem a Nigéria.”
(15 de Janeiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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