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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Beato Pedro Donders

Intrépido e incansável, Pedro trouxe esperança e fé aos povos atingidos pela dor


Horizonte, 14 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


“Enviado como missionário ao Surinão, foi intrépido e incansável apóstolo dos indígenas e dos negros, mas especialmente dos leprosos”, afirmou o Papa João Paulo II na beatificação de Pedro Donders que nasceu em Tilburg na Holanda no dia 27 de Outubro de 1809. Filho dos tecelões Denis Arnold e Petronella, viveu junto com seu irmão as dificuldades próprias da época e de suas condições financeiras, tendo de abandonar os estudos para ajudar aos pais no sustento da casa.

Já havia sido rejeitado nos seminários de outras congregações por sua condição física, mas seu coração aspirava ao sacerdócio, e só pôde dar seguimento após ser admitido, com a ajuda de seu pároco W. De Vem, em um seminário como empregado e a partir daí aprofundar os conhecimentos e estudar teologia. Em 1839, durante seus estudos, tomou conhecimento da visita do Prefeito Apostólico da Guiana Holandesa que buscava voluntários para ir em missão em sua região. De pronto, Pedro se prontificou e após sua ordenação que aconteceu no dia 05 de Junho de 1841, ele foi em missão para a cidade de Paramaribo a qual chegou no dia 16 de Setembro.

Pedro dedicou integralmente seu tempo e forças na evangelização, empreendendo longas jornadas de catequese juntos às crianças e visitas nas plantações junto aos escravos. Lá podia catequiza-los e administrar os sacramentos. Registos históricos narram sobre a actuação de Pedro: “Não só crianças mas muitos adultos vinham ouvir as lições do padre Pedrinho. Uma escrava, Mathilde Dundas, veio também para ouvi-lo. Ela ficou tão tocada por sua catequese que foi baptizada em segredo”. No ano 1850, contava-se cerca de 1.200 convertidos e baptizados na região. Em 1856, o Papa pede que os missionários redentoristas assumam a missão junto aos leprosos no Suriname, de modo especial na região da Batávia. Pedro então faz sua consagração na Congregação no dia 24 de Junho de 1867.

Trabalhou incansavelmente, junto aos leprosos que nas condições mais miseráveis eram acolhidos e cuidados. Pedro conseguiu dar-lhes dignidade em sua enfermidade e melhorou suas condições graças a intensa actividade pastoral. Vitimado por uma insuficiência renal, faleceu no dia 14 de Janeiro de 1887.

Foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 23 de Maio de 1982.

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