Em viagem de 8 dias ao Sri Lanka e às Filipinas, o papa convidará à reconciliação e levará conforto a vítimas de tufão
Cidade do Vaticano, 07 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Sergio Mora
A programação da viagem apostólica do Santo Padre ao Sri
Lanka e às Filipinas foi apresentada nesta quarta-feira na sala de
imprensa da Santa Sé. "É a segunda viagem do papa Francisco ao Extremo
Oriente", lembrou o porta-voz, padre Federico Lombardi: “Serão dois dias
completos no Sri Lanka e três dias completos nas Filipinas, além de um
dia de viagem na ida, um dia intermediário e um dia final de retorno”.
Os dois países foram escolhidos para uma viagem única devido à
situação geográfica, complementou o porta-voz, informando ainda que o
tema da viagem é “Viver no amor”. O logotipo traz a cruz do Sri Lanka,
inspirada na cruz de São Tomé. Paulo VI já tinha viajado em 1970 a esses
dois países em conjunto, assim como João Paulo II em 1984. Depois, João
Paulo II fez uma nova viagem às Filipinas e ao Japão em 1995.
No Sri Lanka, destacou o padre Lombardi, o papa vai canonizar o padre
José Vaz. Já às Filipinas, principal país católico da Ásia, o Santo
Padre "levará conforto depois do tufão do ano passado, que atingiu 15
milhões de pessoas”.
Todos os discursos de Francisco serão feitos em inglês e contarão com
intérpretes para os idiomas locais. "O papa já falou em inglês na
Coreia e lê o idioma sem dificuldade. Se tiver que fazer improvisos, ele
falará em italiano ou espanhol. A missa também será celebrada em
inglês", disse Lombardi.
Nas Filipinas, o ano de 1521 marca o início da evangelização, que,
portanto, completa 500 anos em 2021. Francisco terá três papa-móveis à
disposição, um da Coreia e dois construídos nas Filipinas.
SEGUNDA-FEIRA, 12 – Às 16h50, partida de Roma a bordo de um Airbus A330 da Alitalia. Viagem de 9 horas e meia.
TERÇA-FEIRA, 13 – Às 9h locais, o papa chega à
cidade de Colombo, no Sri Lanka. Cerimónia de boas-vindas e discursos.
Percurso de 25 km até a cidade, com o povo podendo saudá-lo no trajecto.
Ida à nunciatura e ao arcebispado, onde o papa encontra os bispos do
país. Não há discurso porque a visita ad limina foi feita há pouco
tempo. O papa leva como presente um documento em bronze, em que o Rei de
Kandy autorizava as conversões ao catolicismo. "Há uma visita de
cortesia ao palácio presidencial. Depois, um encontro inter-religioso:
budismo, religião maioritária, seguida por 70% da população; hinduísmo,
por 13%; islão, por 10%, e os católicos, que são 7%. As religiões estão
geralmente relacionadas com algumas etnias. Além do discurso do papa,
haverá outro de um líder budista", informou o porta-voz vaticano.
QUARTA-FEIRA, 14 – Às 8h30, missa presidida por
Francisco e canonização de José Vaz, primeiro beato de Sri Lanka,
proclamado por João Paulo II há 20 anos. O oratoriano evangelizou o país
entre os séculos XVII e XVIII, na difícil passagem da colonização
portuguesa para a holandesa. A canonização segue o procedimento que não
exige milagre formalmente aprovado. Depois, o papa vai ao santuário
mariano de Madhu, na região tâmil, onde a guerra civil foi intensa.
Espera-se um convite à paz e ao diálogo. Os católicos locais são membros
tanto da etnia tâmil quando da singalesa. Na maioria, os tâmeis são
hinduístas e os singaleses são budistas. Haverá uma oração mariana no
santuário de Nossa Senhora do Rosário. Retorno de helicóptero a Colombo.
QUINTA-FEIRA, 15 – De manhã, antes de chegar ao
aeroporto, o papa passa pelo Instituto Cultural Bento XVI, que colabora
no diálogo inter-religioso depois da guerra civil. Francisco reza em uma
capela de Nossa Senhora do Sri Lanka. Despedida no aeroporto, sem
discursos. Partida às 10h da manhã pela companhia Sri Lankan. VIAGEM A
MANILA (4.500 quilómetros). 17h45: chegada a Manila, com recepção pelo
presidente filipino e por diversas delegações. Ida à nunciatura.
SEXTA-FEIRA, 16 – Visita ao palácio presidencial e
encontro com autoridades e corpo diplomático. Discurso do papa e do
presidente. Depois, o Santo Padre vai à catedral da Imaculada Conceição,
símbolo da evangelização, onde celebra missa com o clero e com os
religiosos. Almoço na nunciatura. À tarde, encontro com as famílias, com
testemunhos, intenções e grupos familiares. Haverá também depoimentos
sobre o problema da pobreza e da emigração, bem como do seu significado
como provação para as famílias.
SÁBADO, 17 – Encontro com as vítimas do tufão, a 650 quilómetros de Manila. Missa no aeroporto de Tacloban. Trajecto de 12 quilómetros, no papa-móvel, até a residência do arcebispo. Almoço com 30
sobreviventes do tufão e de um terremoto anterior. À tarde, visita a um
centro de ajuda, o Pope Francis Center for the Poor, ligado ao
dicastério vaticano Cor Unum. Na catedral, encontro com os religiosos
que viveram com o povo a tragédia do tufão. Retorno a Manila antes das
17 horas locais, devido à falta de iluminação do aeroporto.
DOMINGO, 18 – Em Manila, visita à Universidade
Católica São Tomé, com 400 anos de fundação. Encontro com líderes
religiosos. Às 10h30, encontro com os jovens no campo desportivo da
universidade, com três testemunhos importantes: uma jovem de rua que
agora é estudante, um estudante que falará da falta de orientação e um
jovem que fez voluntariado depois do tufão. Os jovens pedirão a bênção,
numa cultura que valoriza a bênção dos anciãos. Encerramento com a
oração do ângelus. Após o almoço na nunciatura, "a missa da tarde será o
centro do evento, no mesmo local da histórica missa de João Paulo II em
1985, que reuniu 4,5 milhões de pessoas. Será a missa do 'Santo
Menino', dedicada ao Menino Jesus", explica o padre Lombardi. Ao
anoitecer, “envio missionário” com velas acesas e encerramento da viagem
do papa.
No dia seguinte, segunda-feira, o Santo Padre parte às 10h do
aeroporto e chega a Roma às 17h40 do horário italiano, após um voo de 14
horas.
(07 de Janeiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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