Tem-se, ultimamente, falado muito de valores e critérios e há uns dias atrás, ao entrar no autocarro, ouvi do motorista “bom dia” e, tal como me ensinaram os meus pais, retribuí. Uns dias mais tarde comentava com uma amiga e aperceber-nos que conhecíamos dois tipos de motoristas: os da minha zona, carreiras de subúrbios repletos de prédios e jardins de betão, que não cumprimentam os passageiros ao entrar e, de quando em quando, lá têm uma conversa banal com um “vizinho”; e os da zona dela, que vão mais longe em distância até chegarem a paisagens com verde de algumas hortas privadas e que, não só dizem “bom dia” como as conversas tidas são com “o meu amigo”.
Rapidamente a conversa chegou à pergunta: “em que é que uma grande cidade afecta a (boa) educação das pessoas?”. Na aldeia, ao passar por alguém, mesmo um estranho, cumprimenta-se. Na cidade, ignora-se.
Creio que a maioria das grandes cidades, que cresceram em torno do comércio, possam contribuir para a falta de humanização, de relação amigável entre as pessoas, da entreajuda e apoio, pois foram-se transformando os valores humanos em lucro e apagando a educação parental dos habitantes que acabam por trocar o “bom dia” por “o seu passe?”, ou o “olá, é filho de quem?” por uma retirada estratégica, para não ter de segurar a porta do prédio ou partilhar os outros quatro lugares vazios do elevador.
A cidade não apaga os valores mas limita a sua utilização ao conforto do lar, onde ninguém vê, aumenta a distância humana, o calor do afecto, da preocupação e da amizade com o outro e, com eles, o “bom dia”, poderá estar também em vias de extinção.
Rapidamente a conversa chegou à pergunta: “em que é que uma grande cidade afecta a (boa) educação das pessoas?”. Na aldeia, ao passar por alguém, mesmo um estranho, cumprimenta-se. Na cidade, ignora-se.
Creio que a maioria das grandes cidades, que cresceram em torno do comércio, possam contribuir para a falta de humanização, de relação amigável entre as pessoas, da entreajuda e apoio, pois foram-se transformando os valores humanos em lucro e apagando a educação parental dos habitantes que acabam por trocar o “bom dia” por “o seu passe?”, ou o “olá, é filho de quem?” por uma retirada estratégica, para não ter de segurar a porta do prédio ou partilhar os outros quatro lugares vazios do elevador.
A cidade não apaga os valores mas limita a sua utilização ao conforto do lar, onde ninguém vê, aumenta a distância humana, o calor do afecto, da preocupação e da amizade com o outro e, com eles, o “bom dia”, poderá estar também em vias de extinção.

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