Privações, sem casa, «como Jesus com os seus pais»
| O padre Shay com um casal de deslocados cujo filho nasceu depois do desastre... Outra história de Natal |
Actualizado 23 de Dezembro de 2013
ReL / Fides
Depois do tufão Haiyán, que deixou centenas de milhares de filipinos sem casas nem recursos, chega a maldade humana: nas zonas de deslocados desaparecem crianças, algumas órfãs, provavelmente sequestrados por pessoas ou redes dedicadas a explorá-los sexualmente.
O padre Shay Cullen, dos Missionários de San Columbano, um irlandês que trabalha nas Filipinas desde 1969, leva décadas trabalhando contra a exploração sexual das crianças de países pobres e deslocou-se à zona afectada pelo tufão para denunciar esta outra praga.
“Além do vento, da chuva e da devastação, agora chega outra tormenta: a da exploração e o tráfico de crianças, que estão na mira dos traficantes sem escrúpulos”, adverte o missionário, duas vezes nomeado para o Nobel da Paz, por ser criador da Fundação Preda (www.preda.org), que desde 1974 se esforça no acolhimento e defesa destas crianças e a denúncia da sua situação.
O padre Cullen constata numa nota difundida por Fides que centenas de milhares de pessoas estão sofrendo miséria e privações, “tal como a família de Jesus com os seus pais, lutando por sobreviver entre os escombros causados pelo maior tufão que jamais tinha golpeado as Filipinas. Será um Natal difícil, marcado pela fome e o sofrimento para os refugiados acampados em tendas de campanha improvisadas de plástico”.
O mal causado pelas redes pederastas chove sobre molhado.
“Já se podem ver cartazes com fotos de crianças entre 3 e 15 anos desaparecidas misteriosamente, provavelmente sequestradas e vendidas. Cinco crianças foram resgatadas pelos trabalhadores sociais: tinham sido atraídas pelos traficantes. Tratava-se de alguns estrangeiros que diziam que os queriam levar a Manila: era provavelmente para fins de exploração sexual”, disse o padre Cullen.
Por isso uma equipa de resgate e apoio da Fundação Preda está trabalhando nos centros de evacuação em Leyte.
“Mais de um milhão de crianças, vítimas da prostituição, a exploração sexual e a pedofilia, passaram um inferno de Natal nas Filipinas”, continua o missionário.
ReL / Fides
Depois do tufão Haiyán, que deixou centenas de milhares de filipinos sem casas nem recursos, chega a maldade humana: nas zonas de deslocados desaparecem crianças, algumas órfãs, provavelmente sequestrados por pessoas ou redes dedicadas a explorá-los sexualmente.
O padre Shay Cullen, dos Missionários de San Columbano, um irlandês que trabalha nas Filipinas desde 1969, leva décadas trabalhando contra a exploração sexual das crianças de países pobres e deslocou-se à zona afectada pelo tufão para denunciar esta outra praga.
“Além do vento, da chuva e da devastação, agora chega outra tormenta: a da exploração e o tráfico de crianças, que estão na mira dos traficantes sem escrúpulos”, adverte o missionário, duas vezes nomeado para o Nobel da Paz, por ser criador da Fundação Preda (www.preda.org), que desde 1974 se esforça no acolhimento e defesa destas crianças e a denúncia da sua situação.
O padre Cullen constata numa nota difundida por Fides que centenas de milhares de pessoas estão sofrendo miséria e privações, “tal como a família de Jesus com os seus pais, lutando por sobreviver entre os escombros causados pelo maior tufão que jamais tinha golpeado as Filipinas. Será um Natal difícil, marcado pela fome e o sofrimento para os refugiados acampados em tendas de campanha improvisadas de plástico”.
O mal causado pelas redes pederastas chove sobre molhado.
“Já se podem ver cartazes com fotos de crianças entre 3 e 15 anos desaparecidas misteriosamente, provavelmente sequestradas e vendidas. Cinco crianças foram resgatadas pelos trabalhadores sociais: tinham sido atraídas pelos traficantes. Tratava-se de alguns estrangeiros que diziam que os queriam levar a Manila: era provavelmente para fins de exploração sexual”, disse o padre Cullen.
Por isso uma equipa de resgate e apoio da Fundação Preda está trabalhando nos centros de evacuação em Leyte.
“Mais de um milhão de crianças, vítimas da prostituição, a exploração sexual e a pedofilia, passaram um inferno de Natal nas Filipinas”, continua o missionário.
No Natal, é necessário proclamar com valentia, “os direitos humanos dos pobres e oprimidos, os famintos; os direitos das crianças estabelecidos quando as crianças são o mais importante no reino de Deus”, reitera Cullen.
“O Natal (conclui) é símbolo da vida e da amizade. É um momento para fortalecer os nossos valores espirituais, reflectindo sobre o mistério da vida, a renovação da nossa fé e de encontrar a nossa força para actuar e salvar os explorados, os maltratados e famintos”.
Veja a galeria de fotos em Flick AQUI do padre Cullen com os refugiados do Haiyán; recolhe o ambiente do lugar, de necessidade e esperança.
“O Natal (conclui) é símbolo da vida e da amizade. É um momento para fortalecer os nossos valores espirituais, reflectindo sobre o mistério da vida, a renovação da nossa fé e de encontrar a nossa força para actuar e salvar os explorados, os maltratados e famintos”.
Veja a galeria de fotos em Flick AQUI do padre Cullen com os refugiados do Haiyán; recolhe o ambiente do lugar, de necessidade e esperança.
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