Presidente emérito da Pontifícia Academia para a Vida reitera o "não" à liberalização das chamadas "drogas leves"
Roma, 14 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)
O cardeal Elio Sgreccia, presidente emérito da Pontifícia
Academia para a Vida, reitera a sua rejeição a qualquer projecto
legislativo que liberalize o cultivo e o consumo da maconha.
"Pelo que eu pude estudar sobre as dependências químicas e sobre a
dinâmica e os factores que podem ajudar os jovens a sair das drogas, eu
considero que tanto o cultivo quanto a liberalização das drogas
consideradas ‘leves’ são factores negativos. Conseguiu-se algum sucesso
nos lugares que adoptaram posições rígidas, não no sentido punitivo, mas
no sentido de afastar as pessoas das drogas".
É necessário, para o cardeal, "eliminar a diferenciação entre drogas
leves e pesadas, que não tem nenhum fundamento psicodinâmico, porque
se passa facilmente do leve para o pesado e a cannabis é a
porta de entrada. Além disso, temos que acabar com o mito do ‘uso
terapêutico’ da cannabis: não se cura a droga com droga", afirmou
Sgreccia, recordando as palavras do beato João Paulo II. "Uma substância
tóxica, como substitutivo, não tem o mesmo papel de uma terapia",
acrescentou.
A ideia da liberalização das drogas “leves” também "contraria a
experiência de outros países em que os supostos bons resultados da
liberalização foram desmentidos pelos fatos e pelos estudos de
especialistas, que sabem que o grupo mais frágil é o dos adolescentes".
Os jovens, diz o cardeal, "vão ser facilmente arrastados para dentro do
saco do consumismo".
(14 de Janeiro de 2014) © Innovative Media Inc.
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