Amando, já temos o que procuramos com pressa
Roma, 09 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)
Caminho sem um planeamento definido. Só quero fazer uma caminhada saudável.
Ao primeiro que passa, peço informações sobre a estrada a seguir. É
um senhor idoso, muito vivaz e de passos acelerados, que, sem parar, me
grita: “Venha comigo, me siga e você vai gostar do meu caminho”.
Alcanço o ancião e nos cumprimentamos imediatamente, como velhos
amigos – até porque, nas montanhas, é bem facilidade confraternizar.
Brincando, provocativamente, pergunto ao companheiro de viagem:
"Aonde você está indo, qual é a sua meta, o que você procura com esse
passo tão apertado?".
Ele me diz que não procura nada, mas quer e procura só o que já está
fazendo. "Caminhar é a minha saúde. Foi o médico que me disse".
Comento que o teleférico o levaria em menos de quinze minutos a três mil metros de altitude, sem precisar de esforço.
“Eu não preciso do teleférico”, responde ele. “Não tenho pressa para
chegar ao topo. Só tenho pressa de encontrar o que só caminhando se
procura. O tempo gasto andando não é perdido. É um buscar, um achar
saúde. Andando, já tenho o que procuro, graças, até, ao esforço de
subir”.
O que vale na vida não é o correr nem o fazer isso ou aquilo, mas o
amor que nos acompanha. No amar, o que vale é o amor mesmo. Amando, já
temos o que procuramos com pressa.
(09 de Janeiro de 2014) © Innovative Media Inc.
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