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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Cada vez mais homens procuram ajuda para superar a síndrome pós aborto, constata o Projecto Raquel

Actualizado 2 de Janeiro de 2014

Aciprensa 

Muitos homens lamentam não ter
podido proteger os seus filhos,
ou não ter reagido a tempo
Maria José Mansilla, presidente da associação Spei Mater, uma associação pública de fiéis que leva a cabo o Projecto Raquel, revelou que cada vez mais homens procuram ajuda para superar o síndrome pós aborto, pois tal como as mulheres que praticaram um aborto, eles sentem-se culpados de ter perdido um filho.

"Cada vez temos mais homens. Com eles fazemos um processo semelhante ao das mulheres, mas adaptado à sua psicologia porque eles também se sentem culpados, eles também perderam um filho", afirmou a presidente do Projecto Raquel. Esta iniciativa ajuda a mulheres e homens afectados pela síndrome pós aborto, para que assumam o que ocorreu e possam perdoar-se tanto a elas mesmas como aqueles que participaram nele, para que passem a dor pela criança que perderam e voltem a encontrar a paz interior.

Através de sacerdotes ou psicólogos

Em declarações à ACI Prensa, Mansilla indicou que estas pessoas "chegam a nós tanto pela página web, pelo boca a boca porque ajudamos a alguém que elas conheciam, mas também por sacerdotes que escutam na direcção espiritual ou na confissão, ou também muitos vêm através de psicólogos ou orientadores dos colégios".

Assim, indicou que as pessoas que vão ao Projecto Raquel recebem “um acompanhamento espiritual e psicológico num processo de cura. Nele intervém três figuras: a do conselheiro, a do sacerdote e a do psiquiatra".

Assumir a verdade e abrir-se ao perdão

O ´processo de cura´ costuma durar três ou quatro meses aproximadamente e passa por três grandes fases, segundo explicou Maria José Mansilla. Na primeira se trata de "encontrar a verdade do sucedido e assumi-lo". Na fase posterior trabalha-se o perdão. "Abrir-se à misericórdia e abrir-se ao perdão para poder conseguir perdoar-se a si mesmo, perdoar a todas aquelas pessoas que estiveram envolvidas no processo e poder assumir o perdão de Deus", afirmou.

"O sacramento da penitência obviamente é muito importante e está no centro desta fase, mas não é o único. É também abrir o coração a esse sacramento e sentir-se perdoado", precisou.

A reconciliação e passar o duelo
Enquanto na terceira e última etapa se trata "a reconciliação e passar o duelo por esse bebé que se perdeu. Porque todas as coisas que cada um tem quando perde um ser querido, como guardar umas recordações ou ter um funeral, quando se perde um filho nessas circunstâncias não se tem".

Segundo explicou Maria José Mansilla, ainda que se diga que a prática do aborto é algo voluntário "sempre há muitas pressões e as mulheres depois tem a sensação de ter sido enganadas porque aqueles que estavam ao seu redor as aconselharam ou lhes disseram que era a única opção, mas ninguém as advertiu do que vinha depois. Na realidade ninguém foi sincero com elas e tampouco com eles".

O Projecto Raquel está implantado nos cinco continentes e só em Espanha encontra-se em mais de 20 cidades. Para mais informação, entrar em http://www.proyecto-raquel.com

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