A história vocacional de Daniel, engenheiro de «telecomunicações»
| Entre as típicas cabinas vermelhas de Londres uma também pode sentir a chamada de Deus |
Actualizado 19 de Maio de 2014
R. Cuervas-Mons / Alfa y Omega
Daniel Navarro, ordenado sacerdote, deixou o seu trabalho como engenheiro de telecomunicações em Londres, a sua namorada e amigos: «Os dedos de Cristo tocaram o meu coração e deram-lhe a volta como uma peúga», explica.
«Desde que me encontrei com o Senhor, foi um progressivo crescer com Ele. Eu chegava com muitas feridas humanas, como uma planta de aparência sã, mas na realidade frágil, a qual metes numa estufa. A relação com o Senhor vai crescendo e robustecendo-se, e agora há um solo sólido, pronto para que outros o pisem»
O padre Daniel estendeu a sua mão na consagração – a sua primeira consagração como sacerdote, concelebrante com o seu bispo que o acabava de ordenar - e pronunciou as palavras: “Este é o meu Sangue”.
Então compreendeu que esse sangue de Cristo é também o sangre de Daniel Navarro. Já são um. Uma só carne. A Missa da ordenação sacerdotal, no passado sábado, foi a culminação de um caminho de formação que começou para o já padre Daniel há oito anos, em Londres.
Doze anos longe da Igreja
Tinha 33 anos e vivia desde os 21 afastado da Igreja. «Se existes, e alguma vez quiseres que volte, já me o dirás», disse a Deus antes da decisão de saída. E Deus quis que voltasse.
Daniel Navarro Úbeda, hoje já o padre Daniel, trabalhava em Londres em projectos de telefonia móvel. Este engenheiro de Telecomunicações ganhava «mais dinheiro do que tinha imaginado», tinha casa, carro, namorada, amigos - «tudo o que o mundo nos diz que há que ter para ser feliz». Mas na sua vida havia perguntas: “Não há nada mais? A minha vida é uma de tantas? No geral, já está escrita?”
O primeiro passo do que hoje identifica claramente como a Providência de Deus, foi conhecer um grupo de gente católica. «Tinham uma alegria que não era fictícia». E começou a ir à missa outra vez. Em Londres, e também em Madrid, quando viajava a visitar a sua namorada.
Logo chegou a primeira Confissão em mais de dez anos.
E uma tarde, a de 27 de Agosto de 2006 «entre as 19 e as 20 horas», um encontro «real» com Jesus Cristo.
Não foi, conta, como numa oração, mas sim depois de uma Eucaristia.
«Foi um encontro real. Não com as coordenadas de espaço-tempo que conhecemos, mas absolutamente real. Cristo veio caminhando até mim; os seus dedos tocaram o meu coração e deram-lhe a volta como uma peúga. Disse-me: ´Já te vale, dizer-me que não!´, e esse dizer-me (tal como a São Paulo o deixa de perseguir-me), foi chave».
Para um homem de ciência como ele, a situação era difícil de assimilar, mas era real.
O que restava: a namorada
Como um puzzle ao qual falta a peça do centro «ainda que está quase feito, torna-se fatal» e de repente, essa peça do centro o encaixa todo. Horas depois, estava escrevendo uma carta ao seminário de Madrid, e uma semana mais tarde a sua namorada perguntava-lhe: ´Olha, tu não vais tornar-te padre?´
«Três meses depois já não tinha namorada. É duro, mas o Senhor sabe fazer muito bem as coisas», explica.
Começou assim um ano de discernimento a cavalo entre os estudos do seminário e o trabalho anterior. Logo, o seminário: «Desde que me encontrei com o Senhor, foi um progressivo crescer com Ele. Eu chegava com muitas feridas humanas, como uma planta de aparência sã, mas na realidade frágil, a qual metes numa estufa. A relação com o Senhor vai crescendo e robustecendo-se, e agora há um solo sólido, pronto para que outros o pisem».
R. Cuervas-Mons / Alfa y Omega
Daniel Navarro, ordenado sacerdote, deixou o seu trabalho como engenheiro de telecomunicações em Londres, a sua namorada e amigos: «Os dedos de Cristo tocaram o meu coração e deram-lhe a volta como uma peúga», explica.
«Desde que me encontrei com o Senhor, foi um progressivo crescer com Ele. Eu chegava com muitas feridas humanas, como uma planta de aparência sã, mas na realidade frágil, a qual metes numa estufa. A relação com o Senhor vai crescendo e robustecendo-se, e agora há um solo sólido, pronto para que outros o pisem»
O padre Daniel estendeu a sua mão na consagração – a sua primeira consagração como sacerdote, concelebrante com o seu bispo que o acabava de ordenar - e pronunciou as palavras: “Este é o meu Sangue”.
Então compreendeu que esse sangue de Cristo é também o sangre de Daniel Navarro. Já são um. Uma só carne. A Missa da ordenação sacerdotal, no passado sábado, foi a culminação de um caminho de formação que começou para o já padre Daniel há oito anos, em Londres.
Doze anos longe da Igreja
Tinha 33 anos e vivia desde os 21 afastado da Igreja. «Se existes, e alguma vez quiseres que volte, já me o dirás», disse a Deus antes da decisão de saída. E Deus quis que voltasse.
Daniel Navarro Úbeda, hoje já o padre Daniel, trabalhava em Londres em projectos de telefonia móvel. Este engenheiro de Telecomunicações ganhava «mais dinheiro do que tinha imaginado», tinha casa, carro, namorada, amigos - «tudo o que o mundo nos diz que há que ter para ser feliz». Mas na sua vida havia perguntas: “Não há nada mais? A minha vida é uma de tantas? No geral, já está escrita?”
O primeiro passo do que hoje identifica claramente como a Providência de Deus, foi conhecer um grupo de gente católica. «Tinham uma alegria que não era fictícia». E começou a ir à missa outra vez. Em Londres, e também em Madrid, quando viajava a visitar a sua namorada.
Logo chegou a primeira Confissão em mais de dez anos.
E uma tarde, a de 27 de Agosto de 2006 «entre as 19 e as 20 horas», um encontro «real» com Jesus Cristo.
Não foi, conta, como numa oração, mas sim depois de uma Eucaristia.
«Foi um encontro real. Não com as coordenadas de espaço-tempo que conhecemos, mas absolutamente real. Cristo veio caminhando até mim; os seus dedos tocaram o meu coração e deram-lhe a volta como uma peúga. Disse-me: ´Já te vale, dizer-me que não!´, e esse dizer-me (tal como a São Paulo o deixa de perseguir-me), foi chave».
Para um homem de ciência como ele, a situação era difícil de assimilar, mas era real.
O que restava: a namorada
Como um puzzle ao qual falta a peça do centro «ainda que está quase feito, torna-se fatal» e de repente, essa peça do centro o encaixa todo. Horas depois, estava escrevendo uma carta ao seminário de Madrid, e uma semana mais tarde a sua namorada perguntava-lhe: ´Olha, tu não vais tornar-te padre?´
«Três meses depois já não tinha namorada. É duro, mas o Senhor sabe fazer muito bem as coisas», explica.
Começou assim um ano de discernimento a cavalo entre os estudos do seminário e o trabalho anterior. Logo, o seminário: «Desde que me encontrei com o Senhor, foi um progressivo crescer com Ele. Eu chegava com muitas feridas humanas, como uma planta de aparência sã, mas na realidade frágil, a qual metes numa estufa. A relação com o Senhor vai crescendo e robustecendo-se, e agora há um solo sólido, pronto para que outros o pisem».
| Um momento da ordenação com o cardeal Rouco |
Escutar, e agora também confessar
Esses outros são os fiéis aos quais o padre Daniel, até agora, só podia escutar e, depois, mandá-los ao seu director espiritual para a Confissão. «Vinham contar-me preocupações e eu dizia-lhe que todavia não podia confessar, mas era igual, eles necessitavam sentir-se escutados». Agora sim pode atendê-los ele mesmo, e isso é o que mais deseja: dar-se aos demais em Cristo.
«Vou-lhe dar o que eu recebi no seminário e o que recebo de Deus. Quem vai falar com um sacerdote deveria perceber que recebe Deus e, se não o recebe, tem que mudar de sacerdote. A confiança que dão os sacerdotes realmente unidos ao Senhor é impressionante. Acolhe-te e escuta-te o Senhor».
E quando disse isso, o padre Daniel fala por experiência própria. «Eu no seminário tinha vezes que dizia uma coisa e tinha a maleta preparada, porque pensava: Expulsam-me. Tinha a mentalidade das leis do mundo. Mas com Deus não. Ele escuta-te e diz-te: Perdoo-te. És bem-vindo. Não te disse que não se passa nada. Disse-te a verdade, mas não te julga».
Disse que encontrar-se com Ele não tira nada e, quando lhe perguntam se tem falta do mundo anterior, têm-no claro: «Quando te encontraste com Aquele que o criou todo, recebe-lo todo. O de cem vezes do Evangelho fica-se muito, muito pequeno».
Daniel Navarro foi ordenado sacerdote em Madrid no passado sábado 10 de Maio junto a outros 15 diáconos.
Um detalhe da ordenação de Daniel pelo cardeal Antonio María Rouco
Esses outros são os fiéis aos quais o padre Daniel, até agora, só podia escutar e, depois, mandá-los ao seu director espiritual para a Confissão. «Vinham contar-me preocupações e eu dizia-lhe que todavia não podia confessar, mas era igual, eles necessitavam sentir-se escutados». Agora sim pode atendê-los ele mesmo, e isso é o que mais deseja: dar-se aos demais em Cristo.
«Vou-lhe dar o que eu recebi no seminário e o que recebo de Deus. Quem vai falar com um sacerdote deveria perceber que recebe Deus e, se não o recebe, tem que mudar de sacerdote. A confiança que dão os sacerdotes realmente unidos ao Senhor é impressionante. Acolhe-te e escuta-te o Senhor».
E quando disse isso, o padre Daniel fala por experiência própria. «Eu no seminário tinha vezes que dizia uma coisa e tinha a maleta preparada, porque pensava: Expulsam-me. Tinha a mentalidade das leis do mundo. Mas com Deus não. Ele escuta-te e diz-te: Perdoo-te. És bem-vindo. Não te disse que não se passa nada. Disse-te a verdade, mas não te julga».
Disse que encontrar-se com Ele não tira nada e, quando lhe perguntam se tem falta do mundo anterior, têm-no claro: «Quando te encontraste com Aquele que o criou todo, recebe-lo todo. O de cem vezes do Evangelho fica-se muito, muito pequeno».
Daniel Navarro foi ordenado sacerdote em Madrid no passado sábado 10 de Maio junto a outros 15 diáconos.
Um detalhe da ordenação de Daniel pelo cardeal Antonio María Rouco
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