A pessoa que assumir a aludida cátedra será porta-voz da Igreja católica.
São Paulo, 11 de Julho de 2014 (Zenit.org) Edson Sampel
Algumas universidades católicas estão prestes a implantar a “cátedra da família”. Trata-se de um organismo sui generis,
quase sempre atrelado à faculdade de direito, através do qual se propõe
expor e defender a doutrina católica acerca do matrimónio e da família.
Não é uma disciplina comum, mas um verdadeiro areópago universitário,
onde se promoverão congressos, disquisições e toda sorte de eventos
jurídicos relacionados à célula-mãe da sociedade.
A pessoa que assumir a aludida cátedra será porta-voz da Igreja
católica. Portanto, tal pessoa terá de responder aos seguintes
questionamentos, mediante suas aulas de direito civil, nomeadamente de
direito da família, por intermédio de seus livros e artigos:
1) Combato o “aborto terapêutico” (quando há risco de morte para a gestante) e o “aborto sentimental” (depois do estupro)?
2) Combato o uso de pílula anticoncepcional?
3) Combato o emprego de preservativo?
4) Combato as pesquisas com células-troncos embrionárias?
5) Combato a denominada “fertilização heteróloga”?
6) Combato o divórcio, ou, quando escrevo sobre o assunto, limito-me a explanar a lei, sem demonstrar a imoralidade dela?
7) Combato a institucionalização do chamado “casamento gay”?
8) Combato a possibilidade de adopção de crianças por parceiros homossexuais?
Se o candidato ao cargo de “catedrático da família” responder
negativamente a qualquer uma das perguntas fundamentais acima
formuladas, a autoridade eclesiástica competente não poderá jamais
nomear tal pessoa. O uso do verbo “combater” nas questões supra-mencionadas denota a guerra ou liça que todo católico deve travar
contra as principais pragas que hodiernamente flagelam a família.
(11 de Julho de 2014) © Innovative Media Inc.
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