Jovem de 16 anos explica como o cristianismo de Bergoglio, humilde e puro como o de Francisco de Assis, conquista os jovens que tinham preconceitos contra a Igreja e o Papado
Roma, 10 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)
Para uma parte da nova geração a Igreja Católica é vista
como o exemplo máximo da severidade e da precisão, bem como uma fusão de
poder e segredo que perdura por séculos. Escândalos recentes envolvendo
o IOR, o mordomo que traiu o Papa, os cardeais acusados de pedofilia,
não fizeram nada além de alimentar uma imagem corrupta do Vaticano. Os
meios de comunicação de massa têm apresentado, às vezes exageradamente, a
Cúria, o Vaticano e a Igreja Católica, em uma perspectiva negativa,
onde o sagrado e o profano se unem em projectos para alcançar o poder.
Para os jovens, no entanto, não é mostrado o quanto a Igreja e os
Papas sabem sobre esta situação e tentam contrapor o que Paulo VI chamou
de "a fumaça de Satanás que entrou na Santa Mãe Igreja através de
alguma fissura". A cultura dominante parece empurrar em direcção a
corrupção dos costumes e o abandono da identidade e das raízes cristãs.
Isso criou confusão, especialmente entre os jovens, a tal ponto que a
filosofia e os ensinamentos de grandes homens como Santo Agostinho de
Hipona, São Boaventura, São Tomás de Aquino e outros, parecem ser
completamente desconhecido para os meninos e meninas de hoje.
Emerge, então, a pergunta: o que será do conhecimento e da
civilização cristã? Uma resposta inovadora chegou no ano passado,
através de Jorge Mario Bergoglio, um homem "trazido do fim do mundo" e
eleito Papa com o nome de Francisco, em memória a São Francisco de
Assis. Um nome que evoca uma Igreja pura, santa, pobre, verdadeiramente
cristã, que está começando a reformar a Cúria em Roma a partir do topo
para garantir que o próximo não seja olhado do alto de um edifício, mas
cara a cara, fora da sacristia, que vai às ruas para estender a mão e
fazer o bem.
A simplicidade do Papa Francisco atrai: com seus sapatos pretos
ortopédicos, o seu "boa tarde", a sua cruz de prata, conseguiu despertar
grande interesse entre os jovens, mesmo os mais distantes, tocando os
corações daqueles que têm preconceitos e difamam a Igreja e o Papa. Após
os ensinamentos morais de Bento XVI, o Senhor enviou-nos um Papa que
desde a sua eleição está dando lições práticas sobre como viver
intensamente e profundamente a Palavra de Deus hoje, demonstrando sua actualidade.
É incrível para nós jovens escutar do Papa: "Não tenham medo de ir
contra a corrente!", ou seja, fazer tesouro do ser "rebelde", "moderno"
para dar testemunho de Cristo ao mundo e, sobretudo, fazer entender que
ser cristão não é uma mistura de deveres e submissões, mas é alegria, a
alegria de viver uma vida santa, uma vida de amor, consciente de ser
amado.
Respondendo à pergunta "o que será de tudo isso?", podemos dizer: é
preciso acreditar e esperar que as palavras do Papa Bergoglio se
espalhem e propaguem entre os jovens, de modo que através dele o mundo
descubra mais e mais um cristianismo humilde, puro e tão verdadeiro
quanto o de Francisco de Assis. Uma Igreja moderna, alegre e jovem como a
de Francisco, bispo de Roma, de modo que ressoe, mais uma vez,a voz do
Senhor que diz: "Vai, Francisco, e repara a minha casa".
(10 de Janeiro de 2014) © Innovative Media Inc.
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