Igreja local promove iniciativa em solidariedade à família de Fabiola Ruiz, uma empregada doméstica que foi morta na véspera de Ano Novo
Madrid, 09 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)
Depois de conquistar, pelo quinto ano consecutivo, o triste
recorde de maior número de agentes pastorais mortos, e depois de bater
os "recordes" de 1.900 assassinatos (dos quais 1.600 cometidos com armas
de fogo), a Colômbia agora vai às ruas contra a violência. A Igreja
colombiana organizou ontem, em Cali, uma marcha para pedir o fim dos
contínuos assaltos e assassinatos que ocorrem na região.
Muitas pessoas aderiram à iniciativa, promovida em solidariedade à
família de Fabiola Ruiz, uma trabalhadora doméstica assassinada em 31 de
dezembro de 2013, na sua própria casa, pelas mãos de dois assassinos.
Homens, mulheres, jovens, idosos e crianças (informa a agência de
notícias Fides) marcharam e rezaram juntos, com velas e rosários em
mãos, da paróquia do bairro onde a mulher morava, no Alto Jordão, até o
lugar onde o assassinato foi cometido.
A nota recebida pela agência também recorda o empenho de Mons. Dario
de Jesus Monsalve, arcebispo de Cali, pela não-violência. "Nossa marcha (disse o bispo à imprensa local) é uma maneira de dizer basta à
violência, partindo da nossa fé. Nós não vamos parar, queremos convocar
toda a comunidade a dar um basta a esta onda de violência".
Em Setembro de 2013, o arcebispo fez ouvir a sua voz quando denunciou
os ataques contra sacerdotes, após o assassinato do pároco e do vice
pároco de San Sebastián Roldanillo. Um relatório publicado pela imprensa
colombiana afirma que nos primeiros seis dias de 2014, em Cali, foram
mortas 25 pessoas em episódios isolados, incluindo quatro menores de
idade. Normalmente, a vingança é a principal causa, seguido por
confrontos entre gangues.
(09 de Janeiro de 2014) © Innovative Media Inc.
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