O papa Francisco baptiza 32 bebés e afirma que gosta muito de batizar porque cada baptizado é um prodígio da fé e uma festa para a família de Deus
Roma, 13 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)
Na festa do Baptismo do Senhor, depois de baptizar trinta e
dois bebés pela manhã, o papa Francisco declarou: "Agradeço a Deus com
vocês por essas criaturas e por cada nova vida. Eu gosto de baptizar
crianças! Gosto muito! Cada criança que nasce é um presente de alegria e
de esperança, e cada criança que é baptizada é um prodígio da fé e uma
festa para a família de Deus".
Na costumeira reflexão antes da oração do ângelus, o papa recordou
que, quando João baptizou Jesus no Rio Jordão, "os céus se abriram para
ele" (Mt 3,16).
De acordo com o bispo de Roma, aquele baptismo realiza as profecias
(cf. Is 63,19). Referindo-se ao carácter concreto da Palavra, Francisco
destacou que "se os céus permanecessem fechados, o nosso horizonte nesta
vida terrena seria escuro, sem esperança. Mas, celebrando o Natal, a fé
mais uma vez nos dá a certeza de que os céus se abriram com a vinda de
Jesus".
Neste contexto, o nascimento e o baptismo de Jesus são manifestações que marcam "o início do grande tempo da misericórdia".
O pecado tinha fechado os céus, levantando uma barreira entre o ser
humano e o seu Criador, mas, "com o nascimento de Jesus, os céus se
abriram", repetiu o papa.
Os céus abertos são a garantia de um amor indestrutível que Deus nos
dá em Cristo; céus abertos que foram vistos pelos pastores de Belém,
pelos Reis Magos do Oriente, por João Baptista, pelos Apóstolos de Jesus e
por Santo Estêvão, o primeiro mártir, que exclamou: "Contemplo os céus
abertos" (Actos 7,56).
Se nos deixarmos invadir pelo amor de Deus, sugeriu o papa, "é
possível vivermos o tempo da misericórdia! Não se esqueçam: este é o
grande tempo da misericórdia!".
O bispo de Roma disse que Jesus, o sem pecado, aceitou o baptismo para
compartilhar da nossa condição humana de pobreza, porque "compartilhar é
o verdadeiro modo de amar. Jesus não se dissocia de nós, mas nos
considera irmãos e compartilha connosco. E assim nos torna filhos, junto
com Ele, de Deus Pai. Esta é a revelação e a fonte do amor verdadeiro. E
este é o grande tempo da misericórdia!".
O Papa perguntou ao povo em festa na Praça de São Pedro: "Vocês não
acham que, no nosso tempo, existe a necessidade de uma dose extra de
partilha fraterna e de amor? Vocês não acham que todos nós precisamos de
um suplemento de caridade?". E detalhou: "Uma caridade que compartilha,
que se importa com o desconforto e com o sofrimento do irmão".
Só desta forma, reforçou o papa Francisco, “a vida ganha sabor:
quando nos deixamos inundar pelo amor de Deus! Peçamos que a Santíssima
Virgem Maria nos dê auxílio com a sua intercessão em nosso compromisso
de seguir a Cristo no caminho da fé e da caridade, o caminho traçado
pelo nosso baptismo”.
(13 de Janeiro de 2014) © Innovative Media Inc.
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