O motivo são os atentados recentes na igreja de Todos os Santos, em Peshawar
Roma, 07 de Outubro de 2013
O Conselho Mundial de Igrejas (WCC, na sigla em inglês)
pediu que o governo paquistanês “proteja do terrorismo os paquistaneses
cristãos e todas as minorias religiosas”, em carta enviada pelo
secretário geral do conselho, o reverendo Olav Fykse Tveit, ao
primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, depois dos atentados que
aconteceram na semana passada na igreja de Todos os Santos, na cidade de
Peshawar. No texto, enviado em cópia para a agência Fides, o WCC
“condena os actos de terrorismo” e expressa a sua solidariedade às
famílias das vítimas, prometendo “guardar a todos em nossos pensamentos e
em nossas orações”.
Tveit compartilha a sua grande preocupação com a insegurança das
minorias religiosas no Paquistão, em especial diante da crescente ameaça
do extremismo religioso. O secretário insta o governo do país a tomar
as medidas necessárias para garantir a segurança das comunidades mais
vulneráveis, em especial a das comunidades religiosas que enfrentam
constantes ameaças contra a vida.
O terrorismo é um flagelo que atinge toda a nação, como demonstram as
cifras mais recentes divulgadas pelo “Centro de Pesquisa e Estudos de
Segurança”, com sede na capital, Islamabad.
Em relatório enviado à agência Fides, o centro informa que, desde Janeiro até 31 de Agosto de 2013, foram assassinadas no Paquistão 4.286
pessoas (além das 4.066 que ficaram feridas), em uma série de
assassinatos selectivos, ataques de militantes, ataques terroristas,
bombas e ataques suicidas talibãs. “Devido às lacunas existentes no
estado de direito e diante da impotência dos tribunais, o Paquistão se
tornou um campo de extermínio, onde os militantes fundamentalistas
islâmicos talibãs agem com impunidade”, afirma o comunicado enviado à
agência Fides pela Asian Human Rights Commission (AHRC), uma ONG com
sede em Hong Kong.
“Para os civis, não há dignidade”, continua a declaração. “O
respeito pela vida e o senso de justiça desapareceram. O direito à vida
perdeu todo o sentido [...] É urgente intervir no sistema de justiça
penal, mas precisamos da vontade política do governo para controlar a
militância no país”.
in
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