O religioso já tinha esclarecido que Bergoglio não o entregou à ditadura quando era provincial da Companhia de Jesus
Roma, 07 de Outubro de 2013
Embora não confirmada pela Santa Sé, circula a versão de que
o santo padre Francisco tenha se reunido na manhã do último sábado, 5
de Outubro, com o padre Francis Franz Jalics, o jesuíta de origem
húngara, hoje com oitenta e seis anos de idade, que foi capturado pelo
regime militar na Argentina em 1976, junto com o irmão Orlando Yorio.
A história une os dois religiosos ao papa Bergoglio, que na época
era o superior provincial dos jesuítas na Argentina. Algumas versões
veiculadas pela imprensa acusaram Francisco de tê-los denunciado aos
militares, mas o próprio padre Jalics, que agora vive na Alemanha, deu o
seu testemunho no site Jesuiten.org, afirmando que Bergoglio não fez
nenhuma denúncia contra ele.
Segundo o site perfettaletizia.it, o padre Jalics teria se
manifestado dizendo que "somente vários anos depois [de 1976, ano da sua
prisão, ndr], tive a oportunidade de falar sobre aqueles eventos com o
padre Bergoglio, que na época já tinha sido nomeado arcebispo de Buenos
Aires. Depois daquela conversa, celebramos uma missa pública e nos
abraçamos com solenidade. Foi um gesto comovente, deliberadamente feito
na frente de milhares de fiéis, para acabar com aquela calúnia".
O idoso jesuíta recorda: "Eu vivia em Buenos Aires desde 1957. Em
1974, movido pelo desejo interior de viver o evangelho e de denunciar a
terrível pobreza, e com a permissão do então arcebispo Aramburu [de
Buenos Aires] e do padre Jorge Mario Bergoglio, eu fui morar numa
favela, juntamente com outro irmão".
A media online considera que, se confirmada a notícia do encontro
entre o papa e o padre Jalics, "terá sido um momento de definitivo
esclarecimento".
in
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