| Peregrinos franceses ao santuário de Mont Saint-Michele |
Actualizado 7 de Outubro de 2013
Leone Grotti / Tempi.it
Na França, o Observatório para a Laicidade, entidade pública, propôs substituir dois dias de festas cristãs por outros hebreus e muçulmanos.
Mas a ideia não agrada nem sequer aos muçulmanos, começando pelo presidente do Observatório contra a Islamofobia
A proposta: eliminar festividades cristãs para celebrar a festa hebraica do Yom Kippur e a muçulmana do Aïd.
A ideia foi proposta por Dounia Bouzar, antropóloga, recentemente nomeada membro do Observatório da Laicidade do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault.
Substituir festas
Bouzar propôs na sua primeira entrevista: «A França deve substituir duas festas cristãs com o Yom Kippur e o Aïd». E o presidente do Observatório, Jean-Louis Bianco, acrescentou rapidamente: «É algo que poderíamos estudar, ainda que não é o primeiro ponto da nossa agenda».
O objectivo da antropóloga, disse, é «neutralizar o islão radical (…) e conceder um lugar simbólico às festas hebraicas e muçulmanas poderia ser um modo de travá-lo».
Cristãos e muçulmanos, contra
As reacções, como era previsível, não se fizeram esperar: «Há que parar de tirar pontos de referência aos franceses», zangou-se o secretário-geral da Comissão ética e política da diocese de Versalhes.
Mas também um observador mais neutro como Abdallah Zekri, presidente do Observatório contra a islamofobia disse: «É bom pensar também nas outras comunidades.
Então, acrescentemos dois dias mas não eliminemos dois. Para que não se diga que se quer desvestir Pedro para vestir Maomé».
Cristianofobia socialista
Que o governo socialista de Francois Hollande esteja contra os cristãos não é uma novidade. Recentemente foi introduzida nas escolas a Carta da Laicidade do ministro da educação Peillon, o qual gostaria de instaurar uma «religião republicana» porque «nunca se poderá construir um país livre com a religião católica».
Hollande, além disso, depois de ter anulado uma visita a um museu para não ter que falar com um quadro cristão nas suas costas, o ano passado felicitou os muçulmanos pelo Ramadão, os chineses pelo ano lunar, mas não felicitou os cristãos pela Páscoa.
Leone Grotti / Tempi.it
Na França, o Observatório para a Laicidade, entidade pública, propôs substituir dois dias de festas cristãs por outros hebreus e muçulmanos.
Mas a ideia não agrada nem sequer aos muçulmanos, começando pelo presidente do Observatório contra a Islamofobia
A proposta: eliminar festividades cristãs para celebrar a festa hebraica do Yom Kippur e a muçulmana do Aïd.
A ideia foi proposta por Dounia Bouzar, antropóloga, recentemente nomeada membro do Observatório da Laicidade do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault.
Substituir festas
Bouzar propôs na sua primeira entrevista: «A França deve substituir duas festas cristãs com o Yom Kippur e o Aïd». E o presidente do Observatório, Jean-Louis Bianco, acrescentou rapidamente: «É algo que poderíamos estudar, ainda que não é o primeiro ponto da nossa agenda».
O objectivo da antropóloga, disse, é «neutralizar o islão radical (…) e conceder um lugar simbólico às festas hebraicas e muçulmanas poderia ser um modo de travá-lo».
Cristãos e muçulmanos, contra
As reacções, como era previsível, não se fizeram esperar: «Há que parar de tirar pontos de referência aos franceses», zangou-se o secretário-geral da Comissão ética e política da diocese de Versalhes.
Mas também um observador mais neutro como Abdallah Zekri, presidente do Observatório contra a islamofobia disse: «É bom pensar também nas outras comunidades.
Então, acrescentemos dois dias mas não eliminemos dois. Para que não se diga que se quer desvestir Pedro para vestir Maomé».
Cristianofobia socialista
Que o governo socialista de Francois Hollande esteja contra os cristãos não é uma novidade. Recentemente foi introduzida nas escolas a Carta da Laicidade do ministro da educação Peillon, o qual gostaria de instaurar uma «religião republicana» porque «nunca se poderá construir um país livre com a religião católica».
Hollande, além disso, depois de ter anulado uma visita a um museu para não ter que falar com um quadro cristão nas suas costas, o ano passado felicitou os muçulmanos pelo Ramadão, os chineses pelo ano lunar, mas não felicitou os cristãos pela Páscoa.
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