O Martirológio
Romano é um livro litúrgico que contém o elenco dos Santos e Beatos honrados
pela Igreja Católica Romana. O nome sugere uma lista de mártires, mas na
verdade inclui todo o santoral. A tradição de guardar a memória daqueles que
morriam por causa da sua fé, os mártires, vem dos primeiros tempos do
cristianismo, em que cada igreja tinha o seu Martirológio, onde se anotava o
dia da passagem dos mártires à vida eterna, chamado «dies natalis». O dia da
morte passou a ser o dia da celebração anual da sua memória. O Martirológio foi
incluído entre os livros utilizados nas celebrações litúrgicas para prestar o
culto digno da Santíssima Trindade (cf. Preliminares, 20 e 27).
A celebração dos cinquenta anos da Constituição do II Concílio Ecuménico do Vaticano sobre a Sagrada Liturgia «Sacrosanctum Concilium» (4-12-1963) tem, nesta edição do Martirológio Romano, um monumento digno da reforma litúrgica em Portugal. De facto, não existia uma tradução portuguesa deste livro, cuja primeira edição latina data de 1586 e foi várias vezes corrigido e aumentado até 1960. A Constituição conciliar pediu que «as paixões ou vidas dos Santos sejam restituídas à verdade histórica» (n. 92 c). Foi necessário submeter ao critério da investigação histórica os nomes e os elogios dos Santos inscritos no Martirológio e inscrever os Santos e Beatos declarados desde a última edição. O livro está ordenado segundo os dias do calendário. Para cada nome há o chamado elogio, que consta de uma breve nota sobre a data e o lugar da morte, o título canónico, a actividade que desenvolveu, e algumas notas sobre a sua espiritualidade e factos relevantes da vida e obra.
A presente edição está conforme a segunda edição típica latina de 2004, e vai enriquecida com os novos Santos e Beatos até Junho de 2013. Apesar desta actualização, o Martirológio não se apresenta como um catálogo completo de todos os que gozam da visão de Deus, mas um elenco das memórias da Virgem Santa Maria, dos Anjos e dos fiéis actualmente incluídos no culto da Igreja universal ou particular ou de alguma família religiosa (cf. Preliminares, 28). A lista dos Santos e Beatos, portanto, não é exaustiva, nem apresenta elogios extensos (cf. Preliminares, 27).
Recomendamos o uso deste livro litúrgico, de acordo com o rito proposto pela Igreja, tendo sempre em conta que «os elogios dos Santos de cada dia devem ser lidos sempre no dia precedente» (Preliminares, 35), e «é louvável que a leitura do Martirológio se faça no coro ou no presbitério, mas sempre fora da celebração da Santa Missa» (Preliminares, 36).
D. Anacleto Cordeiro Gonçalves de Oliveira
Bispo de Viana do Castelo
Presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade
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melhor o livro »A celebração dos cinquenta anos da Constituição do II Concílio Ecuménico do Vaticano sobre a Sagrada Liturgia «Sacrosanctum Concilium» (4-12-1963) tem, nesta edição do Martirológio Romano, um monumento digno da reforma litúrgica em Portugal. De facto, não existia uma tradução portuguesa deste livro, cuja primeira edição latina data de 1586 e foi várias vezes corrigido e aumentado até 1960. A Constituição conciliar pediu que «as paixões ou vidas dos Santos sejam restituídas à verdade histórica» (n. 92 c). Foi necessário submeter ao critério da investigação histórica os nomes e os elogios dos Santos inscritos no Martirológio e inscrever os Santos e Beatos declarados desde a última edição. O livro está ordenado segundo os dias do calendário. Para cada nome há o chamado elogio, que consta de uma breve nota sobre a data e o lugar da morte, o título canónico, a actividade que desenvolveu, e algumas notas sobre a sua espiritualidade e factos relevantes da vida e obra.
A presente edição está conforme a segunda edição típica latina de 2004, e vai enriquecida com os novos Santos e Beatos até Junho de 2013. Apesar desta actualização, o Martirológio não se apresenta como um catálogo completo de todos os que gozam da visão de Deus, mas um elenco das memórias da Virgem Santa Maria, dos Anjos e dos fiéis actualmente incluídos no culto da Igreja universal ou particular ou de alguma família religiosa (cf. Preliminares, 28). A lista dos Santos e Beatos, portanto, não é exaustiva, nem apresenta elogios extensos (cf. Preliminares, 27).
Recomendamos o uso deste livro litúrgico, de acordo com o rito proposto pela Igreja, tendo sempre em conta que «os elogios dos Santos de cada dia devem ser lidos sempre no dia precedente» (Preliminares, 35), e «é louvável que a leitura do Martirológio se faça no coro ou no presbitério, mas sempre fora da celebração da Santa Missa» (Preliminares, 36).
D. Anacleto Cordeiro Gonçalves de Oliveira
Bispo de Viana do Castelo
Presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade
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