Análise desde o Gabinete de Estatísticas da Santa Sé
| Nos seminários de todo o mundo prepara-se uma geração de padres do terceiro milénio |
Actualizado 20 de Maio de 2014
Jorge Enrique Mújica, LC / ReL
Vittorio Formenti e Enrico Nenna, da Oficina Central de Estatísticas da Santa Sé, analisaram num artigo publicado na edição italiana de L´Osservatore Romano os dados relacionados ao número das vocações sacerdotais, concretamente daqueles que se preparam para ser sacerdotes tanto em seminários diocesanos como nos centros de formação de congregações, mosteiros e ordens religiosas (cf. «Il seme che continua a germogliare», 10.05.2014 na edição impressa; na edição digital de 11.05.2014 só foi publicado um breve resumo que se pode ver nesta ligação). O período de tempo estudado é de 1978 a 2012.
No geral, o estudo evidência um crescimento geral continuo no período de tempo estudado com um incremento líquido de 57.381 vocações equivalente a 91,6%. Sem dúvida, a análise põe em evidência que esse crescimento é relativo enquanto não é o mesmo em termos de áreas geográficas.
Jorge Enrique Mújica, LC / ReL
Vittorio Formenti e Enrico Nenna, da Oficina Central de Estatísticas da Santa Sé, analisaram num artigo publicado na edição italiana de L´Osservatore Romano os dados relacionados ao número das vocações sacerdotais, concretamente daqueles que se preparam para ser sacerdotes tanto em seminários diocesanos como nos centros de formação de congregações, mosteiros e ordens religiosas (cf. «Il seme che continua a germogliare», 10.05.2014 na edição impressa; na edição digital de 11.05.2014 só foi publicado um breve resumo que se pode ver nesta ligação). O período de tempo estudado é de 1978 a 2012.
No geral, o estudo evidência um crescimento geral continuo no período de tempo estudado com um incremento líquido de 57.381 vocações equivalente a 91,6%. Sem dúvida, a análise põe em evidência que esse crescimento é relativo enquanto não é o mesmo em termos de áreas geográficas.
A Ásia é o continente onde as vocações se multiplicaram até chegar às 24.139 unidades; segue-se África, com 22.092 unidades; de seguida vem a América, com 13.830 e depois a Oceânia, com mais 294 unidades.
A Europa, sem dúvida, experimenta um decrescimento: se bem que de 1978 a 1992 houve um crescimento discreto até chegar a um momento de estabilidade em 1998, nos 34 anos estudados chega-se a um saldo negativo de menos 2.974 seminaristas.
Se se traduzem esses números em percentagens temos que de 1978 a 2012 a África cresceu em 392%, a Ásia em 213%, a América em 63% e a Oceânia em 38%. A Europa estaria num decrescimento de 13%. Sendo a América um continente especial, observa-se um crescimento percentual de 131% na América do sul, 132% nas Antilhas e 164% na América Central. A América do Norte tem um decrescimento de 36%, superior por tanto ao da Europa.
A Europa, sem dúvida, experimenta um decrescimento: se bem que de 1978 a 1992 houve um crescimento discreto até chegar a um momento de estabilidade em 1998, nos 34 anos estudados chega-se a um saldo negativo de menos 2.974 seminaristas.
Se se traduzem esses números em percentagens temos que de 1978 a 2012 a África cresceu em 392%, a Ásia em 213%, a América em 63% e a Oceânia em 38%. A Europa estaria num decrescimento de 13%. Sendo a América um continente especial, observa-se um crescimento percentual de 131% na América do sul, 132% nas Antilhas e 164% na América Central. A América do Norte tem um decrescimento de 36%, superior por tanto ao da Europa.
Por países
Os países africanos onde a Primavera vocacional é uma realidade são Angola (+2117%), Madagáscar (+942%), Camarões (+751%) e Nigéria (+572%). Na Ásia os países com o maior incremento vocacional são a Coreia (+189,6%), Indonésia (+291%), Índia (+228%) e Filipinas (116%).
Na América os países com saldo positivo são México, Costa Rica, Brasil, Colômbia, Equador e Venezuela, com altas e baixas que estão estabilizadas para 2012.
Uma lista dos países com o maior número de vocações em 2012 ficaria como se segue:
Os países africanos onde a Primavera vocacional é uma realidade são Angola (+2117%), Madagáscar (+942%), Camarões (+751%) e Nigéria (+572%). Na Ásia os países com o maior incremento vocacional são a Coreia (+189,6%), Indonésia (+291%), Índia (+228%) e Filipinas (116%).
Na América os países com saldo positivo são México, Costa Rica, Brasil, Colômbia, Equador e Venezuela, com altas e baixas que estão estabilizadas para 2012.
Uma lista dos países com o maior número de vocações em 2012 ficaria como se segue:
- Índia: 15,329
- Brasil: 8,779
- Filipinas: 8,097
- México: 6,671
- Nigéria: 6,352
- Itália: 5,866
- Estados Unidos: 5,738
- Polónia: 4,097
A situação numérica actual
Os dados numéricos do estudo revelam que até Dezembro de 2012 a América é o continente com o maior número de vocações em termos absolutos com 35.841 unidades. Seguem-na a Ásia com 35.476 seminaristas; a África com 27.728; a Europa com 19.928; e finalmente a Oceânia com 1.078 seminaristas. No total, até Dezembro de 2012, a Igreja contava com 120.051 seminaristas em todo o mundo.
Para 2012, os únicos países europeus que apresentam um resultado positivo são a Hungria, França e Itália enquanto outras nações vão em declive: Alemanha -1.574; Polónia -1.230; Irlanda -922; Espanha -863; Grã Bretanha -334; Áustria -215; Portugal -49.
Dados que se devem interpretar num contexto
Formenti e Nenna colocam todos esses dados num contexto que lhes dá sentido e explica melhor: por cada 100.000 católicos há as seguintes quantidades de seminaristas em cada continente:
26 na Ásia,
14 na África,
11 na Oceânia,
7 na Europa
e 6 na América (se se subdivide a América temos então 7 seminaristas por cada 100 mil habitantes para a América do Norte, 6 para a América central, 5 para as Antilhas e 6 para a América do sul).
Por países, os que apresentam uma melhor esperança de atenção espiritual-sacramental em termos proporcionais são (por cada 100.000 católicos):
Índia: 77,57;
Indonésia: 52,24;
Coreia do Sul: 31,5;
Nigéria: 24,91;
Quénia: 12,88;
Itália e Polónia: 11,06;
Filipinas: 10,09;
Uganda: 9,58;
Tanzânia: 9,24;
e Colômbia: 9,17.
Os dados numéricos do estudo revelam que até Dezembro de 2012 a América é o continente com o maior número de vocações em termos absolutos com 35.841 unidades. Seguem-na a Ásia com 35.476 seminaristas; a África com 27.728; a Europa com 19.928; e finalmente a Oceânia com 1.078 seminaristas. No total, até Dezembro de 2012, a Igreja contava com 120.051 seminaristas em todo o mundo.
Para 2012, os únicos países europeus que apresentam um resultado positivo são a Hungria, França e Itália enquanto outras nações vão em declive: Alemanha -1.574; Polónia -1.230; Irlanda -922; Espanha -863; Grã Bretanha -334; Áustria -215; Portugal -49.
Dados que se devem interpretar num contexto
Formenti e Nenna colocam todos esses dados num contexto que lhes dá sentido e explica melhor: por cada 100.000 católicos há as seguintes quantidades de seminaristas em cada continente:
26 na Ásia,
14 na África,
11 na Oceânia,
7 na Europa
e 6 na América (se se subdivide a América temos então 7 seminaristas por cada 100 mil habitantes para a América do Norte, 6 para a América central, 5 para as Antilhas e 6 para a América do sul).
Por países, os que apresentam uma melhor esperança de atenção espiritual-sacramental em termos proporcionais são (por cada 100.000 católicos):
Índia: 77,57;
Indonésia: 52,24;
Coreia do Sul: 31,5;
Nigéria: 24,91;
Quénia: 12,88;
Itália e Polónia: 11,06;
Filipinas: 10,09;
Uganda: 9,58;
Tanzânia: 9,24;
e Colômbia: 9,17.
Os futuros sacerdotes e a substituição de gerações
Finalmente, os autores do estudo calculam a percentagem mínima que garante a substituição de sacerdotes fixando-a em cerca de 12,5% (no ano 2012 a média mundial foi de 28,98 seminaristas por cada 100 sacerdotes).
Com essa percentagem de substituição a Europa coloca-se abaixo da média com apenas 10,69% enquanto a América do Norte está logo em linha com 12,61%. A África supera a substituição com 69% e a Ásia também com 61%. Finalmente, a América Central e do Sul colocam-se em 40% enquanto a Oceânia em torno dos 23%.
Por países, os que estão em risco de falta de substituição sacerdotal são:
Canadá (6%),
Áustria (6,7%),
Bélgica (4,3%),
República Checa (8.0%),
França (7,1%),
Alemanha (7,5%),
Eslovénia (8.7%)
e Espanha (8,1%).
Finalmente, os autores do estudo calculam a percentagem mínima que garante a substituição de sacerdotes fixando-a em cerca de 12,5% (no ano 2012 a média mundial foi de 28,98 seminaristas por cada 100 sacerdotes).
Com essa percentagem de substituição a Europa coloca-se abaixo da média com apenas 10,69% enquanto a América do Norte está logo em linha com 12,61%. A África supera a substituição com 69% e a Ásia também com 61%. Finalmente, a América Central e do Sul colocam-se em 40% enquanto a Oceânia em torno dos 23%.
Por países, os que estão em risco de falta de substituição sacerdotal são:
Canadá (6%),
Áustria (6,7%),
Bélgica (4,3%),
República Checa (8.0%),
França (7,1%),
Alemanha (7,5%),
Eslovénia (8.7%)
e Espanha (8,1%).
Os autores do estudo realizaram-no com uma ideia em mente: o potencial da renovação da actividade pastoral está em função de uma série de factores, um dos quais é o numérico. Todos estes dados, além disso, oferecem um quadro compreensivo para aqueles que costumam acentuar o tema do Inverno vocacional que, se bem é uma realidade possível, ainda não é tal em todos os lugares.
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