Declarações de Rene Bruelhart, perito internacional nas actividades de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo
Cidade do Vaticano, 19 de Maio de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora
A Autoridade de Informação Financeira (AIF) da Santa Sé e do
Estado da Cidade do Vaticano apresentou o seu relatório anual
correspondente a 2013, que inclui as actividades e as estatísticas da AIF
nesse período.
O relatório foi apresentado na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo
especialista internacional em actividades de combate à lavagem de
dinheiro e ao financiamento do terrorismo, Rene Bruelhart, 40 anos,
jurista suíço, que, durante oito anos, foi director da Financial
Intelligence Unit (FIU) de Liechtenstein. Bruelhart também respondeu às
perguntas dos jornalistas.
“Temos acompanhando desenvolvimentos positivos e estamos contentes”,
disse ele aos meios de comunicação presentes na apresentação do
relatório. “O ano de 2013 viu um reforçar-se significativo dos
instrumentos legais e institucionais da Santa Sé e do Estado da Cidade
do Vaticano na luta eficaz contra os crimes no setor financeiro”,
declarou. Isto significa “uma institucionalização maior da colaboração
internacional entre a Santa Sé e as suas contrapartes no exterior, além
de um resultado muito superior em termos de controle das potenciais
irregularidades financeiras”.
Bruelhart acrescentou que “a avaliação realizada em dezembro de 2013
pela Moneyval, o comité de especialistas do Conselho da Europa contra a
reciclagem financeira e o financiamento do terrorismo, junto com as
nossas estatísticas, nos permite afirmar que hoje está em funcionamento o
sistema adequado para prevenir e combater os crimes financeiros. Um
sistema bem alinhado com os padrões internacionais”.
O perito especificou que as “indicações de transacções suspeitas
passaram de 6, em 2012, para 203 no ano passado. Destas, cinco passaram à
Promotoria de Justiça para posteriores aprofundamentos”. A colaboração
com os outros actores internacionais se reflecte ainda no fato de que a
AIF solicitou mais informações a autoridades estrangeiras: de uma única
solicitação, em 2012, para 28 no ano passado. O número de informações
solicitadas por autoridades internacionais também passou de 3 para 53 no
mesmo período.
O especialista recordou que, “com dois documentos em forma de motu
proprio nos meses de Julho e Agosto, o Santo Padre estendeu as
competências das autoridades da Santa Sé, em particular da AIF,
alinhando os instrumentos legais com os parâmetros internacionais”.
Bruelhart mencionou também “o terceiro motu proprio, que o Santo Padre
estendeu em Novembro de 2013 às exigências nascidas da extensão da
responsabilidade da AIF, publicando um novo estatuto da própria AIF”.
No primeiro trimestre de 2014, segundo Bruelhart, a AIF realizou a
primeira inspecção no Instituto para as Obras de Religião (IOR), para
verificar se as medidas determinadas tinham sido colocadas em prática. A inspecção permitiu constatar os “progressos substanciais alcançados pelo
IOR nos últimos 12 meses”.
(19 de Maio de 2014) © Innovative Media Inc.
in
Sem comentários:
Enviar um comentário