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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Copa do Mundo Brasil 2014: jogando pela vida e denunciando o tráfico humano

Apresentada campanha contra o comércio de pessoas e contra o turismo sexual


Cidade do Vaticano, 20 de Maio de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


“O Mundial de Futebol Brasil 2014 pode se transformar numa vergonha em vez de uma festa para a humanidade”, avisaram os organizadores da campanha “Joga pela vida, denuncia o tráfico humano”, promovida pela Talitha Kum, da Rede Internacional da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas. A campanha foi apresentada hoje na sala de imprensa da Santa Sé.

“Talitha Kum” são as palavras em aramaico, o idioma falado por Jesus, citadas no evangelho de São Marcos quando o Divino Mestre pega uma criança enferma pela mão e lhe diz: “Menina, eu te digo: levanta-te”.

Participaram da apresentação o cardeal João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e para as Sociedades de Vida Apostólica; a irmã Carmen Sammut, MSOLA, presidente da União Internacional das Superioras Generais (UISG); a irmã Estrella Castalone, FMA, coordenadora da Talitha Kum, e a irmã Gabriella Bottani, SMC, coordenadora da rede Um Grito pela Vida (Brasil).

A rede Talitha Kum nasceu no seio da UISG como projecto de parceria com a Organização Internacional das Migrações e conta com apoio financeiro do governo dos Estados Unidos.

O cardeal brasileiro João Braz de Aviz afirmou, durante a conferência de imprensa, que “esta campanha manifesta a sintonia da vida consagrada com o sentimento do Santo Padre diante deste crime que ele mesmo definiu como ‘a chaga no corpo da humanidade contemporânea, uma chaga na carne de Cristo’”.

A irmã Carmen Sammut, por sua vez, declarou que esse delito está hoje muito difundido e lembrou que as quadrilhas criminosas conseguem lucros enormes com o comércio humano. “A prevenção desse tipo de comércio de pessoas implica a redução da demanda de serviços sexuais. Para isto, é necessário criar consciência na opinião pública”.

Sammut acrescentou que as pessoas devem ser conscientes do que acontece às margens de grandes eventos mundiais como a Copa do Mundo e do sofrimento das pessoas que são objeto desse tipo de comércio.

Recordando as palavras do Santo Padre, a irmã Gabriella Bottani declarou que “não podemos permanecer indiferentes sabendo que há seres humanos sendo tratados como mercadorias”. Ela citou estatísticas de entidades internacionais que revelam que esse crime afecta quase 21 milhões de pessoas no mundo todo e afirmou que, conhecendo-se melhor o fenómeno e as suas causas, facilita-se a sua denúncia e combate. A mensagem desta campanha é uma proposta concreta e positiva de vida, “uma vida digna e livre para todos”.

Bottani indicou que, durante a preparação da Copa do Mundo, observou-se que as ameaças e as oportunidades jogam no mesmo campo: de um lado, a possibilidade de melhorar as condições de vida; do outro, um aumento das situações sociais degradadas e a ameaça à vida e aos direitos fundamentais.

Respondendo a uma pergunta de ZENIT sobre como as pessoas podem denunciar e colaborar com esta campanha, uma das organizadoras nos respondeu que todas as ajudas são bem-vindas. Ela indicou os endereços listados na página www.talithakum.info para quem quiser oferecer ajuda ou denunciar casos desse tipo.

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