Eles denunciam que as autoridades querem "impor um toque de recolher, inclusive no bairro cristão"
Cidade do Vaticano, 16 de Maio de 2014 (Zenit.org)
“Às vésperas da visita de Sua Santidade, o papa Francisco, a
Jerusalém, bem como do seu encontro com Sua Santidade, Bartolomeu I,
nós reivindicamos o nosso direito legítimo de dar as boas-vindas aos
nossos líderes espirituais”. A frase está na carta enviada por um grupo
de cristãos de Jerusalém ao arcebispo Giuseppe Lazzarotto, núncio
apostólico em Israel e delegado apostólico em Jerusalém e na Palestina,
faltando menos de 10 dias para a viagem do Santo Padre à Terra Santa.
Segundo a agência de notícias Fides, a iniciativa foi lançada por
alguns católicos da paróquia latina de São Salvador, na Cidade Velha.
“As nossas considerações reflectem as expectativas de todos os cristãos
de Jerusalém”, explica Hania Kassissieh, cristã ortodoxa casada com um
católico de rito latino, que ajudou a difundir a carta.
“Nós somos conscientes de que a missa pelos fiéis palestinianos será
celebrada em Belém, mas acreditamos que, como habitantes de Jerusalém e
descendentes dos primeiros cristãos, seremos impedidos de nos reunir com
os nossos pais espirituais em Jerusalém. Estamos sendo testemunhas da
tentativa da ocupação israelita de impor um toque de recolher nas ruas,
inclusive no bairro cristão, durante a visita. O toque de recolher é
mais uma tentativa da potência ocupante de negar a nossa existência".
"É inaceitável que o papa passe pelas ruas estreitas do bairro
cristão e elas estejam vazias de fiéis e de qualquer sinal de vida. Como
comunidades locais da Igreja, nós somos os convidados dos nossos pais
espirituais em nossa cidade. Não queremos ser excluídos de um evento
religioso histórico e queremos oferecer a nossa vontade e a nossa
colaboração pelo sucesso da visita”.
(16 de Maio de 2014) © Innovative Media Inc.
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