Vittorio Formenti e Enrico Nenna, do Centro de Estatísticas do Vaticano, publicaram no L' Osservatore Romano dados sobre o número de seminaristas entre 1978 e 2012
Roma, 13 de Maio de 2014 (Zenit.org)
Em artigo publicado no L' Osservatore Romano, Vittorio
Formenti e Enrico Nenna, do Centro de Estatísticas da Santa Sé
analisaram dados sobre as vocações sacerdotais no mundo, durante o
período de 1978 a 2012.
A informação geral afirma que nos últimos 34 anos, o número de
seminaristas aumentou para 57.381. Entre 1978 e 2012, o crescimento foi
sobretudo na África, com 22.092 seminaristas; na Ásia, com 24.139 e
nas Américas, a 13.830. Enquanto na Oceania apenas 294.
A Europa, continente onde o cristianismo cresceu e se espalhou por
todo o mundo, houve crescimento entre 1978 e 1992, depois, um período de
estagnação até 1998 e um declínio significativo nos últimos anos, até
2012. De fato, entre 1978 e 2012, registou-se um saldo negativo de
2.974 seminaristas.
Em termos percentuais, a África cresceu 392%, a Ásia 213%, a América 63% e a Oceania 38 %. A Europa uma diminuição de 13 %.
Sobre as Américas: 131 % da América do Sul, as Antilhas 132% e 164 %
para o centro- continental. América do Norte registou um declínio de
36%.
Na África resulta um crescimento recorde em Angola +( 2,117 %),
seguido por Madagáscar (942 %), Camarões (751 %) e Nigéria (572 %).
Na Ásia, a República da Coreia tem um + 189,6 %, seguido pela Indonésia (291 %), Índia (228%) e Filipinas (116 %).
Com relação aos dados de 2012 (o último ano em que foram analisados),
em termos estritamente numéricos as Américas têm o maior número de
vocações sacerdotais, com 35.841. Seguido pela Ásia, com 35 476, e a
África, com 27 728; a Europa, com 19.928 e, em seguida, a Oceania com
1.078 seminaristas.
Na Europa, em 2012 (com excepção da Hungria, França e Itália, que
apresentam um equilíbrio entre o antigo e o actual) regista-se um saldo
negativo, a Alemanha -1574, a Polónia -1.230, a Irlanda -922 Irlanda, a
Espanha -863, a Grã-Bretanha -334, a Áustria -215, Portugal -49.
O estudo aponta, no entanto, que a classificação é diferente se levar
em conta o número de católicos em cada continente. De fato, para cada
100.000 católicos resultam 26 seminaristas na Ásia, 14 na África, 11 na
Oceania, 7 na Europa e 6 nas Américas. Nas Américas 7 seminaristas para
cada cem mil habitantes da América do Norte, 6 para a Centro
continental, 5 para as Antilhas e cerca de 6 para a América do Sul.
O jornal L' Osservatore Romano também relata que em 2012 os países
que registaram os maiores números para cada 100.000 católicos são:
Índia (77,57), Indonésia (52,24), República da Coreia (31,5), Nigéria
(24,91), Quénia (12,88), Itália e Polónia (11,06), Filipinas (10,09),
Uganda (9,58), Tanzânia (9,24) e Colômbia (9,17).
Formenti e Nenna também calcularam a percentagem mínima que garante a
substituição dos sacerdotes: um valor não inferior a 12,5%. Em 2012, a
média mundial foi de 28,98 seminaristas.
Neste contexto, a Europa com uma percentual de 10,69 está abaixo do
nível de substituição. Na América do Norte o crescimento é nulo com um
valor de 12,61 %. A África tem uma alta taxa de crescimento: 69% da
proporção entre seminaristas e sacerdotes. Segue, a Ásia com 61%.
América Central e América do Sul com 40 % e 23% para a Oceania.
A situação é tal que a Europa e a América do Norte cobrem o déficit
de padres com sacerdotes da América Latina, Ásia e África. Até mesmo nas
áreas que apresentam crescimento no número de vocações sacerdotais, o
catolicismo, que está em fase de expansão, exige mais sacerdotes do que
na Europa e na América do Norte.
Em termos de substituição em 2012, na Itália, Noruega, Montenegro e
Sérvia o crescimento é zero com um percentual de 12,5%, enquanto no
Canadá (6,0), Áustria (6,7 %), Bélgica (4,3%), República Checa (8,0%),
França (7,1%), Alemanha (7,5%), Eslovénia ( 8,7% ) e Espanha (8,1%) .
(Trad.:MEM)
(13 de Maio de 2014) © Innovative Media Inc.
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