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terça-feira, 13 de maio de 2014

Apelo dos bispos franceses: "Não abandonem as urnas nas eleições europeias"

Com um documento intitulado "A Europa em 12 pontos", os prelados franceses lançam uma campanha de informação para incentivar os cidadãos a participarem, através do voto, na construção do Continente


Roma, 12 de Maio de 2014 (Zenit.org)


No próximo dia 25 de Maio, todos os católicos vão às urnas! Os bispos franceses lançam uma verdadeira campanha de informação para incentivar os cidadãos a participarem na construção da Europa, com o voto na próxima eleição.

Em um longo documento intitulado "A Europa em 12 pontos" difundido pela Conferência Episcopal francesa e retomado pela Agência Sir, os bispos destacaram que "esta votação é crucial, uma vez que afectará directamente as orientações europeias para os próximos 5 anos e determinará, pela primeira vez, a escolha do futuro Presidente da Comissão".

"E ainda - observam os bispos franceses - mais uma vez, a abstenção nestas eleições parece enorme. Além disso, minimizando a importância do voto, muitos vão votar com base em critérios diferentes dos da Europa". Por isso, a Conferência dos Bispos transalpinos decidiu agir através de uma série de chamadas para incentivar os cidadãos franceses a participarem nas eleições europeias.

"Durante 70 anos - escreve o arcebispo de Estrasburgo, Mons. Jean -Pierre Grallet, representante dos bispos franceses na Comece - a construção da Europa consolidou a paz entre os povos, antes inimigos. Esta fraternidade europeia, no entanto, continua a ser frágil. Cabe a nós protegê-la e desenvolvê-la. Somos todos responsáveis​​. Seria uma pena se nos deixamos cair no cepticismo e na passividade."

Neste sentido, as próximas eleições europeias “são uma oportunidade para nós, para dizer a gratidão à Europa, mas também as nossas insatisfações, as nossas expectativas e o nosso compromisso", observa o arcebispo. E lembra que a Europa “nos trouxe muitos benefícios”, como a paz entre os povos, a compreensão recíproca, as colaborações científicas, a livre circulação de pessoas e mercadorias, os diálogos culturais e religiosos, a moeda única.

No entanto, afirma Grallet, "ainda há muito a se fazer". A partir da “aproximação às instituições aos cidadãos”, os quais são responsáveis directos pelo projecto europeu. “Cada cidadão europeu é essencial – escreve o arcebispo de Strasburgo – o voto é um direito. Busquemos não roubá-lo. Debatamos, proponhamos, ajamos e votemos”.

(Trad.TS)

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