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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O escritor Tom Clancy e a sua defesa da educação católica: «Ensinou-me a pensar por mim mesmo»

Faleceu em 1 de Outubro depois de vender 100 milhões de livros 

Tom Clancy vendeu mais de 100 milhões de livros
O famoso escritor de best-seller como "A caça do Outubro Vermelho" ou "Jogo de Patriotas" faleceu o passado 1 de Outubro. Na sua vida sempre fez uma grande defesa da educação católica e inclusive prestou-se à Igreja para promovê-la.

Actualizado 6 de Outubro de 2013

ReL

Tom Clancy foi um dos novelistas mais importantes do século XX. Os seus escritos policiais e que encontraram grande acolhimento em plena guerra fria tiveram milhões de adeptos. Mais de cem milhões de livros conseguiu vender este escritor que faleceu no passado 1 de Outubro aos 66 anos.

Apesar da sua grande êxito profissional, Clancy nunca esqueceu o papel da educação católica que recebeu em Baltimore e que segundo ele foi a chave do seu êxito. "A minha educação católica ensinou-me o valor de pensar por mim mesmo", disse Tom Clancy num anúncio radiofónico em 1990 para a promoção dos colégios católicos na Arquidiocese de Baltimore.

Tom Clancy criou-se em Baltimore e graduou-se na antiga escola de São Mateus e na que é hoje a Universidade Loyola de Maryland. 17 das suas novelas alcançaram o número um nas vendas nos Estados Unidos e até cinco delas, entre as quais destacam-se ´A caça do Outubro Vermelho´, ´Perigo iminente´, ´Pânico Nuclear´ ou ´Jogo de Patriotas´ foram levadas ao cinema com um grande êxito.

Curiosamente, a sua primeira novela ´A caça do Outubro Vermelho´, escrita em 1984 ofereceu-a ao presidente Reagan. Este posteriormente brincava dizendo que estava perdendo o sono porque não podia deixar de ler o livro. Estas declarações converteram ao momento a obra de Clancy em best-seller.

Numa entrevista em meados dos 90 na Catholic News Service, Clancy disse que as escolas católicas ensinaram-lhe os mesmos valores que estavam sendo promovidos nesse momento pelo então presidente da Câmara de Representantes, Newt Gingrich.

"Deus, pátria e família", dizia Clancy. "Coisas que deveriam ser normais mas que não o são. Em dita entrevista, o famoso escritor também citou a influência que na sua carreira tiveram para ele as Irmãs Educadoras de Notre Dame e os jesuítas, lições muito importantes para a sua linha de trabalho.

Segundo conta The Catholic Herald de Baltimore, a formação católica de Clancy é evidente em algumas das tramas das suas obras, como uma na qual aparece uma carta fictícia de João Paulo II ao governo comunista da Polónia. "As personagens principais de todos os meus livros tratam de fazer o correcto, actuar pelos motivos correctos e não violar a sua própria integridade", relatava Clancy.


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