Acertam na corrente geral, não nos detalhes
| O Papa desperta um alto grau de simpatia, também entre os pouco praticantes e não crentes |
Actualizado 1 de Outubro de 2013
P. J. Ginés/ReL
Um dos blogues do diário pró-socialista "El País" é o dedicado a "Metroscopia", uma casa de estudos estatísticos ligada ao grupo empresarial do diário, PRISA, que no geral obtém sempre resultados suspeitosamente decantados à esquerda.
Apesar da sua militância ideológica, o blogue "Metroscopia", a partir de 600 entrevistas telefónicas, não pôde senão assombrar-se da popularidade do Papa Francisco entre os espanhóis.
"Em Espanha, Francisco também arrasa", admite numa entrada recente (com data de 30 de Setembro). "Aparece na cabeça do ranking de líderes mundiais, com uma chamativa pontuação média de 7.0 (que alcança um espectacular 8.6 entre aqueles que se definem como católicos praticantes). As pontuações conseguidas na nossa sociedade pelos seus antecessores flutuaram entre 3.9 e 4.5 no caso de Bento XVI, e entre 5.9 e 6.9 no caso de João Paulo II".
O blogue recorda os índices de aprovação de Francisco em outros países, "superiores inclusive aos que pode alcançar, segundo os dados existentes, João Paulo II no seu momento de maior apogeu mediático".
França: 82%
Estados Unidos: 79% (dos católicos)
Itália: 83% da população (e 95% de católicos).
Rússia: 71% de apoio cidadão! (num país de ortodoxos não praticantes onde os meios apenas cobrem a informação católica).
Domínio twiplomático!
Também assinalam que "segundo Twiplomacy (que mede o impacto à escala mundial no twitter de 505 contas de líderes e figuras públicas dos 193 países da ONU), em finais do passado mês de Julho o Papa Francisco converteu-se, por cima do próprio presidente Obama, no líder mundial mais influente na galáxia procelosa dos twitts".
O resto, fantasias metroscópicas
O resto do post da "Metroscopia" consiste em fazer números de pouca ou nula fiabilidade, ao dividir os 600 entrevistados em categorias de "praticantes", "pouco praticantes", "não praticantes" e "não crentes" e tirar conclusões incríveis como que 70% dos católicos praticantes querem que os padres se casem ou que 58% deles quer mulheres sacerdotisas.
Em estatística, uma mostra tem de ter mais de 1.000 pessoas para ser minimamente séria. Em Espanha 18% da população adulta vai à missa cada domingo (ou quase cada domingo), pelo que a mostra de "católicos praticantes" seria de apenas 100 pessoas, muito longe de qualquer mínimo para tirar conclusões, às que com correcções e pro-médias criativos se lhes pode fazer dizer qualquer coisa.
P. J. Ginés/ReL
Um dos blogues do diário pró-socialista "El País" é o dedicado a "Metroscopia", uma casa de estudos estatísticos ligada ao grupo empresarial do diário, PRISA, que no geral obtém sempre resultados suspeitosamente decantados à esquerda.
Apesar da sua militância ideológica, o blogue "Metroscopia", a partir de 600 entrevistas telefónicas, não pôde senão assombrar-se da popularidade do Papa Francisco entre os espanhóis.
"Em Espanha, Francisco também arrasa", admite numa entrada recente (com data de 30 de Setembro). "Aparece na cabeça do ranking de líderes mundiais, com uma chamativa pontuação média de 7.0 (que alcança um espectacular 8.6 entre aqueles que se definem como católicos praticantes). As pontuações conseguidas na nossa sociedade pelos seus antecessores flutuaram entre 3.9 e 4.5 no caso de Bento XVI, e entre 5.9 e 6.9 no caso de João Paulo II".
O blogue recorda os índices de aprovação de Francisco em outros países, "superiores inclusive aos que pode alcançar, segundo os dados existentes, João Paulo II no seu momento de maior apogeu mediático".
França: 82%
Estados Unidos: 79% (dos católicos)
Itália: 83% da população (e 95% de católicos).
Rússia: 71% de apoio cidadão! (num país de ortodoxos não praticantes onde os meios apenas cobrem a informação católica).
Domínio twiplomático!
Também assinalam que "segundo Twiplomacy (que mede o impacto à escala mundial no twitter de 505 contas de líderes e figuras públicas dos 193 países da ONU), em finais do passado mês de Julho o Papa Francisco converteu-se, por cima do próprio presidente Obama, no líder mundial mais influente na galáxia procelosa dos twitts".
O resto, fantasias metroscópicas
O resto do post da "Metroscopia" consiste em fazer números de pouca ou nula fiabilidade, ao dividir os 600 entrevistados em categorias de "praticantes", "pouco praticantes", "não praticantes" e "não crentes" e tirar conclusões incríveis como que 70% dos católicos praticantes querem que os padres se casem ou que 58% deles quer mulheres sacerdotisas.
Em estatística, uma mostra tem de ter mais de 1.000 pessoas para ser minimamente séria. Em Espanha 18% da população adulta vai à missa cada domingo (ou quase cada domingo), pelo que a mostra de "católicos praticantes" seria de apenas 100 pessoas, muito longe de qualquer mínimo para tirar conclusões, às que com correcções e pro-médias criativos se lhes pode fazer dizer qualquer coisa.
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