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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Pediatras: “Viver com casais homossexuais pode prejudicar as crianças”

Presidente da Sociedade Italiana de Pediatria insta legisladores a considerar os interesses das crianças, que podem sofrer repercussões psicológicas e relacionais quando privadas das figuras materna e paterna



“Não podemos excluir que a convivência com dois pais adoptivos do mesmo sexo tem impacto negativo nos processos de desenvolvimento mental e relacional na infância”, declarou o presidente da Sociedade Italiana de Pediatria, Giovanni Corsello, acrescentando que “o debate sobre as uniões civis e adopção deve incluir também os perfis clínicos e psicológicos de crianças e adolescentes”.

O presidente da mais importante associação de pediatras italianos observa ainda que “a maturidade psicológica de uma criança exige um percurso correlacionado com a qualidade dos vínculos emocionais na família e com os conterrâneos. A qualidade das relações humanas e interpessoais, bem como o nível de estabilidade emocional e a segurança social de uma criança são consequências de um amadurecimento psicoafectivo harmonioso”.

Ele cita estudos clínicos que demonstraram que esses processos podem se revelar incertos e enfraquecidos pela convivência numa família conflituosa ou na qual o núcleo não tem pai e mãe como modelos”. Corsello reitera: “Quando se tomam decisões sobre questões de tão grande importância social, que afectam o direito das crianças de crescer em sistemas protegidos e seguros, não podem ser considerados só os direitos do casal ou dos parceiros, mas sim o interesse da criança”.


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