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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Mons Tomasi: NÃO ao uso de drones nas guerras

O Observador Permanente da Santa Sé na ONU explica por que é necessário que o elemento racional permaneça sempre presente quando a vida de outras pessoas está em jogo


Roma, 14 de Maio de 2014 (Zenit.org)


A responsabilidade humana não pode ser delegada a uma robô em uma guerra, assim afirmou o arcebispo Silvano Maria Tomasi, em seu discurso na ONU em Genebra, referindo-se ao uso de armas letais autónomas. O observador vaticano nas Nações Unidas denunciou em particular o uso dos “drones”.

Aprofundando o assunto, monsenhor explicou em uma entrevista á Rádio Vaticana que “o ponto chave de toda essa situação é que não podemos delegar às máquinas uma decisão que tem a ver com a vida e a morte dos seres humanos: é necessário que o elemento racional e a capacidade de julgamento moral permaneçam sempre presentes quando está em jogo a vida de outras pessoas”.

Assim, afirma que esses instrumentos, "essas armas tecnologicamente sofisticadas, mas completamente autónomas", por sua natureza, não têm essa capacidade. E acrescenta que "supondo também que se conseguisse desenvolver uma espécie de inteligência artificial nunca se chegaria a ter a possibilidade ou a capacidade de examinar as situações e, portanto, de elaborar um verdadeiro juízo ético”.

Ao abordar o caso específico do uso de drones, mons.  Tomasi indica que a posição da Santa Sé é clara. "A questão dos drones é paralela à das armas totalmente autónomas. O ponto é sempre a presença de um juízo moral que só a pessoa humana pode ter nas circunstâncias em que se encontra, e isso é ainda mais necessário, quando se trata da vida e da morte de seres humanos”, afirma o arcebispo.

O Observador da Santa Sé na ONU reconhece que esta é a principal preocupação. "Depois, há outras considerações que devemos ter, como por exemplo, que a proliferação de tais armas pode realmente causar uma nova corrida internacional para obter armas sofisticadas como estes assassinos robôs, e, sobretudo, o nascimento de competições que não são boas para o relacionamento entre os países, que simplesmente produz o desperdício de recursos que deveriam ser utilizados para saúde, educação, redução da pobreza social e não em instrumentos letais".

(Trad.TS)

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