Análise do Weibo, serviço de microblogging utilizado por 300 milhões de pessoas, mostra que o conteúdo cristão supera os ligados ao Partido Comunista
Roma, 07 de Maio de 2014 (Zenit.org)
A Bíblia bate o Pequeno Livro Vermelho, os cristãos superam
os membros do Partido Comunista, o Papa Francisco é mais popular do que
Li Keqiang e Jesus mais do que Xi Jinping. São surpreendentes os
resultados da análise realizada pela Foreign Policy do Weibo,
um serviço de microblogging chinês, relatado pela agência Ásia News. Uma
pesquisadora analisou o fluxo de palavras citadas no site, utilizado
por cerca de 300 milhões de chineses e compilou um ranking de
popularidade.
As citações bíblicas são 17 milhões contra 60 mil atribuídas ao
presidente Mao. Os usuários que citam as várias igrejas cristãs são
41,8 milhões, enquanto aqueles que falam do Partido Comunista são 5,3
milhões. Embora esteja presente todos os dias na imprensa nacional, o
presidente Xi Jinping é citado em 4 milhões de posts. Jesus Cristo,
muito menos presente na media nacional, aparece em 18 milhões. Da mesma
forma, Bergoglio supera muito o primeiro ministro Li Keqiang.
De acordo com Bethany Allen, que conduziu o estudo, os resultados
"são surpreendentes", mas tem uma explicação lógica: cerca de 100 mil
funcionários chineses encarregados de censurar a rede tem, de fato, "um
grande trabalho", e dado que a censura política é muito mais importante
do que a religiosa, eles "tendem a apagar tudo o que está relacionado ao
estado, que não provém de fontes oficiais”.
Isto, obviamente, não significa que não exista censura contra os
cristãos: "Se você procurar posts sobre as igrejas subterrâneas, ou
seja, comunidades que se recusam a se registar junto ao Estado, aparece
uma página em branco e uma mensagem que diz "resultados que violam as
leis e regulamentos internos”. Isto vale também para outros temas
sensíveis do ponto de vista religioso.
No entanto, Allen destaca que os dados não são apenas o resultado de
uma censura esquizofrénica: "Para o povo chinês, a ideologia comunista
não interessa mais, enquanto o cristianismo continua a atrair mais
pessoas. Há duas décadas, apesar de tudo, a população e a presença
cristã na China continuam a aumentar".
(Fonte: Asia News/ Trad.:MEM)
(07 de Maio de 2014) © Innovative Media Inc.
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