Sako recorda que já no passado os cristãos “lutaram as guerras de outros”. Em todo caso que se alistem no exército iraquiano
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| Facebook - His Beatitude Mar Louis Raphael I Sako |
“Pensar que o
nosso triunfo possa depender da criação de facções armadas isoladas para
combater a defesa dos nossos direitos poderia conduzir a outro
‘holocausto’,” como já aconteceu no passado, quando milícias cristãs
“combateram as guerras dos outros”. Enquanto a estrada a seguir é
“aprender a lição da história”, e eventualmente apoiar as forças armadas
regulares.
Assim – informou a
Agência FIDES – o Patriarca caldeu Louis Raphael I expressa o seu firme
e definitivo distanciamento em relação aos grupos que nas comunidades
cristãs sírias, assírias e caldeias apoiam a necessidade de defender os
próprios direitos comunitários e combater as forças jihadistas também
através da formação de grupos armados organizados com base confessional.
Numa ampla
mensagem a todos os caldeus, difundida através dos canais oficiais do
Patriarcado, o Primaz da Igreja caldeia diz claramente que, na
realidade, essas milícias confessionais são “financiadas e apoiadas
pelos mesmos poderes que desencadearam o conflito”, enquanto a única
solução legítima e eficaz – defende o Patriarca em seu posicionamento,
enviado à Agência Fides – é se alistar nas forças armadas regulares,
como o exército iraquiano ou aquele que responde à região autónoma do
Curdistão iraquiano, para “colaborar com estes à libertação da terra
ocupada. Nós – prossegue o Primaz da Igreja caldeia – “devemos tomar ato
de que o nosso destino é ligado àquele de todos os iraquianos, e este é
o único modo para garantir o nosso futuro juntos, onde os xiitas são
chamados a oferecer a própria vida junto aos curdos, aos sunitas, aos
cristãos e aos turcomenos”.
No mesmo
pronunciamento, o Patriarca caldeu define o extremismo de matriz
islâmica que está desordenando o cenário médio-oriental como um fenómeno
“anómalo e politicamente telecomandado”, e repete com força a sua
certeza de que “nada expulsará a cristandade do Oriente Médio, apesar
das dificuldades, até que haja cristãos decididos a permanecer na
própria terra de origem, orgulhosos da própria identidade e da própria
missão nesta parte do mundo”.
in

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