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quarta-feira, 9 de março de 2016

Patriarca caldeu do Iraque é contrário à criação de “milícias cristãs”

Sako recorda que já no passado os cristãos “lutaram as guerras de outros”. Em todo caso que se alistem no exército iraquiano

  Igreja e Religião

Facebook - His Beatitude Mar Louis Raphael I Sako

“Pensar que o nosso triunfo possa depender da criação de facções armadas isoladas para combater a defesa dos nossos direitos poderia conduzir a outro ‘holocausto’,” como já aconteceu no passado, quando milícias cristãs “combateram as guerras dos outros”. Enquanto a estrada a seguir é “aprender a lição da história”, e eventualmente apoiar as forças armadas regulares. 

Assim – informou a Agência FIDES – o Patriarca caldeu Louis Raphael I expressa o seu firme e definitivo distanciamento em relação aos grupos que nas comunidades cristãs sírias, assírias e caldeias apoiam a necessidade de defender os próprios direitos comunitários e combater as forças jihadistas também através da formação de grupos armados organizados com base confessional. 

Numa ampla mensagem a todos os caldeus, difundida através dos canais oficiais do Patriarcado, o Primaz da Igreja caldeia diz claramente que, na realidade, essas milícias confessionais são “financiadas e apoiadas pelos mesmos poderes que desencadearam o conflito”, enquanto a única solução legítima e eficaz – defende o Patriarca em seu posicionamento, enviado à Agência Fides – é se alistar nas forças armadas regulares, como o exército iraquiano ou aquele que responde à região autónoma do Curdistão iraquiano, para “colaborar com estes à libertação da terra ocupada. Nós – prossegue o Primaz da Igreja caldeia – “devemos tomar ato de que o nosso destino é ligado àquele de todos os iraquianos, e este é o único modo para garantir o nosso futuro juntos, onde os xiitas são chamados a oferecer a própria vida junto aos curdos, aos sunitas, aos cristãos e aos turcomenos”. 

No mesmo pronunciamento, o Patriarca caldeu define o extremismo de matriz islâmica que está desordenando o cenário médio-oriental como um fenómeno “anómalo e politicamente telecomandado”, e repete com força a sua certeza de que “nada expulsará a cristandade do Oriente Médio, apesar das dificuldades, até que haja cristãos decididos a permanecer na própria terra de origem, orgulhosos da própria identidade e da própria missão nesta parte do mundo”. 


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