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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Grã-Bretanha: autorizada a manipulação de embriões humanos

Perplexidades de bioeticistas católicos: “Isso seria mais um passo para a criação de filhos geneticamente modificados”



Luz verde na Grã-Bretanha para a modificação genética de embriões humanos. Quem deu foi a Human Fertilisation and Embryology Authority (Hfea) inglesa ao Francis Crick Institute, que poderá, a partir de agora, trabalhar nas primeiras fases de desenvolvimento do embrião através da técnica do genoma-editing.

É uma decisão histórica, porque é a primeira vez que um país na Europa decide aprovar esta técnica, que, oficialmente tem o objectivo de estudar os genes no desenvolvimento de células que formam a placenta e explicar os abortos espontâneos.

Os bioeticistas católicos do Reino Unido expressam, porém, as suas preocupações. “Tratar-se-ia – explicou David Albert Jones, diretor do Instituto católico britânico de bioética Anscombe Biothics Centre, como relata a Rádio Vaticana – de mais um passo para a criação de filhos geneticamente modificados”. Fortes as polémicas pelas graves implicações éticas que tais experiências trazem: “Cada passo a mais – continuou o professor Jones – foi acompanhado por promessas exageradas para curar ou prevenir as doenças, mas o verdadeiro resultado é simplesmente dar vida a experiências sempre mais imorais nos seres humanos nas primeiríssimas fases do seu desenvolvimento”.

O eco da notícia chegou também na Itália. Assim, Paola Binetti, médico e deputada do grupo Area Popolare (Ncd – Udc) disse: “A vida humana na Inglaterra pare ter menos valor do que qualquer outro produto e as directivas da Comunidade Europeia, que aplicam o princípio de precaução, como norma ética de responsabilidade, sacrificam a vida do homem no altar de um alegado direito da ciência de saber o que acontece nos complexos mecanismos do começo da vida”.


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