Não se contentava somente com palavras piedosas. Fazia de tudo. Principalmente aos pacientes terminais
Pedro se interessava pelas missões e depois de ser rejeitado pelos
Jesuítas, Redentoristas e Franciscanos, acabou ingressando no Seminário
diocesano. No ano de 1839 o Seminário foi visitado pelo Prefeito
Apostólico do Suriname, Guiana Holandesa, buscando ajuda para seu
território de missão que estava numa situação muito crítica. Dos
seminaristas, apenas Pedro Donders se ofereceu, 2 anos depois foi
ordenado sacerdote. Um ano mais tarde chegou em Paramaribo, uma região
selvagem quatro vezes maior que a Holanda. Era seu campo de missão.
Os primeiros catorze anos foram dedicados à formação dos catequistas,
das crianças e às visitas pastorais entre os escravos das fazendas
holandesas. Era enorme a distância religiosa e moral, tanto entre os
brancos como entre os negros. A rotina de padre Pedro iniciava nas
primeiras horas da madrugada quando rezava a Santa Missa e se entregava
às orações, depois saia para visitar as famílias.
Em 1856 recebeu o encargo da pastoral dos enfermos, dedicando-se
especialmente aos leprosos de Batávia, local oficial para os leprosos,
onde existiam mais de quatrocentos enfermos de ambos os sexos e com
todos os tipos de lepra. Nesta tarefa, nenhum capelão resistia mais de
um ano. Ele ficou quase trinta, sempre à inteira disposição dos
miseráveis. Não se contentava somente com palavras piedosas. Fazia de
tudo. Principalmente aos pacientes terminais. Suspendia os corpos para
dar-lhes de beber e lavava com zelo aquilo que nenhum ser humano
gostaria de ver: um corpo humano quase decomposto, mas, vivo!
Em 1865 chegaram os Missionários Redentoristas no Suriname, com a
missão de continuar os trabalhos de evangelização. Os quatro holandeses
sacerdotes diocesanos poderiam optar em voltar para a Holanda. Dois
sacerdotes regressaram. Padre Pedro decidiu ficar e pediu seu ingresso
na Congregação do Santíssimo Redentor, professando os votos em 1867.
No final do ano 1886, pela última vez, padre Pedro visitou todos os
seus enfermos. Atendeu as confissões de todos e lhes deu a Santa
Comunhão. Um ano depois no dia 14 de Janeiro de 1887, morreu de uma
grave enfermidade renal. Santamente terminou sua vida e apostolado de
oração e trabalho contínuo e de muitos sofrimentos.
O Papa João Paulo II proclamou Beato Pedro Donders em 1982, designando o dia de sua morte para as honras litúrgicas.
(Com informações do site Pequeninos do Senhor)
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