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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O nome de Deus...

...É Misericórdia. Foi este o título que o Papa Francisco escolheu para o livro que agora publicou no Ano Jubilar da Misericórdia. E faz sentido! E é verdade!
 
Seguindo o raciocínio do Papa, Deus é o único e verdadeiramente misericordioso. Os homens podemos, quando queremos, muito de vez em quando, praticar actos ou ter pensamentos de misericórdia; mas não passam de impulsos, pequenos empurrões, balanços que nos são dados por Deus em determinados momentos da vida.
 
Como Papa, Francisco tem o poder de “distribuir” a misericórdia divina e está a distribuí-la, desde o dia 8 de Dezembro de 2015, a quem a vai buscar. Depois, pede que quem recebeu misericórdia, ofereça misericórdia. É um bom negócio, pois quem dá misericórdia, torna-se mais misericordioso. Como começar?
 
Para maior segurança, sigo os conselhos do Papa Francisco: notar, reparar, perceber que “sou um miserável e mereceria estar na prisão, se não fosse a misericórdia de Deus”. As palavras não são textuais, mas manifestam o que sente e aquilo em que crê. É lógico que também eu diga “eu sou miserável e mereço estar na prisão, mas Deus susteve a minha maldade, não sei como nem porquê; foi-me tirando os tropeços do caminho; foi fortalecendo o meu braço para me defender do mal; foi-me dando bons amigos e conselheiros”. Ao já ter consciência do meu pecado, o segundo passo consiste em preparar-me para ganhar o Jubileu, quer dizer, em fazer o que é necessário para ir buscar esse presente que Deus me oferece. É como ir preencher o boletim do “euro milhões” que esta semana vale vários milhões de euros. Não, não é bem assim porque de tantas pessoas que preenchem o boletim, só a uma irá sair o prémio; mas a quem fizer o necessário para ganhar o Jubileu, o “prémio” sairá de certeza. E de graça, porque é uma graça, uma misericórdia de Deus. E que é necessário fazer?
 
1º Confessar-se; 2º Passar na porta santa de uma igreja jubilar e rezar pela pessoa e intenções do Santo Padre; 3º Participar na Santa Missa e comungar (pode-se assistir à Santa Missa noutra igreja que não a jubilar, mas convém que seja no próprio dia, pois pode ganhar-se o Jubileu todos os dias). 4º Ter intenção de ganhar o Jubileu.
 
As consequências de ganhar o Jubileu são muitas e pessoais, isto é, têm algo de comum a todas as pessoas, mas não dividido por elas, como o “euro milhões”; pelo contrário, porque as graças recebidas são espirituais: quanto mais pessoas as receberem, mais recebe cada uma. Imagine-se que  certa turma tem professores muito bons e alunos inteligentes. Ao começarem a exercer as suas profissões, fá-lo-ão bem e enriquecerão o seu trabalho com novos métodos e descobertas. A riqueza intelectual de cada um contribui para o bem estar de todos.
 
Que se recebe, então, com o Jubileu?  Recebe-se o perdão de todos os seus pecados como no Baptismo; por isso, ganham-se forças para resistir às tentações e capacidade para se fazer o bem, para se ser misericordioso.
 
Depois deste Jubileu da Misericórdia, o mundo pode vir a ser melhor. O Papa conta connosco.

Isabel Vasco Costa
14 de Janeiro de 2014





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