Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) em colaboração com
diversas organizações da Igreja Católica portuguesa, organiza jornada no
sábado, dia 23 de Janeiro
Com eventos nas dioceses de Lisboa e Setúbal, esta
jornada terá início pelas 17 horas, com a oração do Terço na via
pública, no largo defronte da Igreja de São Domingos, junto ao Rossio,
prosseguindo-se assim a iniciativa realizada em Janeiro do ano passado.
Então, recorde-se, mais de quatro centenas de pessoas responderam
afirmativamente ao desafio lançado pela Fundação AIS, em resposta à
situação dramática que já se vivia em diversas partes do mundo,
nomeadamente no Médio Oriente e em África.
A jornada de oração de sábado, dia 23 de Janeiro, irá prosseguir
depois, pelas 21 horas, na Igreja Nova de Almada, com a realização de um
grande concerto pela paz, com a presença da Irmã Kelly Patrícia, do
Brasil.
A Irmã Kelly é fundadora, juntamente com a Irmã Jane Madeleine, do
Instituto Hesed de vida religiosa de adoração perpétua, que tem como
carisma experimentar, viver e cantar a Misericórdia de Deus, numa vida
de oração e missão.
A entrada para o concerto é livre e todos são convidados a
participar neste evento que pretende ser, acima de tudo, também, uma
grande manifestação de solidariedade para com os milhares de cristãos
perseguidos no mundo por causa da sua fé.
Nesta dupla iniciativa procura-se ter presente, na oração e no
coração de todos, o sofrimento indizível de tantos cristãos que se viram
forçados a fugir de suas casas, que perderam familiares e amigos, e que
vivem agora confinados a campos de refugiados depois de terem sido
espoliados de tudo o que possuíam.
Na véspera do Natal, a Fundação AIS recebeu uma carta do Arcebispo de
Aleppo, em que D. Jean-Clément nos suplicava para não o deixarmos
sozinho, e pedia encarecidamente que o acompanhássemos com as nossas
orações.
Nessa carta, D. Jean-Clément dizia-nos que a vida nesta cidade síria,
agora em ruínas, é um suplício. Por lá falta tudo: água, luz eléctrica,
alimentos, medicamentos.
Em Aleppo, as pessoas têm medo. Mesmo após cinco anos de guerra,
ninguém se habitua verdadeiramente à morte. Todos os dias se ouvem
tiros, rebentamentos de bombas. Todos os dias alguém fica ferido. Todos
os dias morre mais alguém. Todos os dias. Isto é assim em Aleppo, é
assim em muitas outras cidades na Síria.
“Não me deixem sozinho”, pediu-nos D. Jean-Clément. Sábado, dia 23,
vamos estar unidos a ele, vamos estar unidos a todos os cristãos
perseguidos na Síria, mas também no Iraque, na Nigéria, no Sudão, na
Coreia do Norte… enfim, em todos os países do mundo onde não há
liberdade religiosa.
#RezarPelaPaz #PrayForPeace
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