| |
|
Joly Braga Santos
(1924—1988), a par do seu mestre Luís de Freitas Branco, foi o grande
sinfonista português. A obra do compositor resume-se a dois períodos
essenciais: o primeiro, até 1951, denota a forte influência do seu
mestre, e o segundo, inscreve-se já nas correntes modernistas
pós-Segunda Guerra Mundial. A 6.ª Sinfonia — a sua última —, para
soprano e coro e orquestra, foi composta em 1972, e é dedicada a Maria
da Piedade, sua filha.
Anton Bruckner
(1824—1896), compositor das mais imponentes e ambiciosas sinfonias do
Século XIX, completou a sua 6.ª Sinfonia em Lá maior em 1881 e foi
estreada em 1899, dirigida por Gustav Mahler. Revelando muitas das
características das suas sinfonias anteriores, a 6.ª Sinfonia
diferencia-se todavia por uma instrumentação mais rica e imaginativa até
então nunca empregada por Bruckner.
Rui Esteves
|
|
|
| Veja o vídeo com declarações de Eduarda Melo sobre o concerto de 10 de janeiro no CCB: |
|
|
|
|
|
ONDAS QUE POR EL MUNDO CAMINANDO
Ondas que por el mundo caminhando contino vais llevadas por el viento, llevad embuelto en vos mi pensamiento, do está la que do está lo está causando.
Dezilde que os estoy acrescentando, dezilde que de vida no hay momento, dezilde que no muere mi tormento, dezilde que no vivo ya esperando.
Dezilde quan perdido me hallastes, dezilde quan ganado me perdistes dezilde quan sin vida me matastes.
Dezilde quan llagado me feristes, dezilde quan sin mi que me dexastes, dezilde quan con ella que me vistes! |
|
ONDAS QUE PELO MUNDO CAMINHANDO
Ondas que pelo mundo caminhando contino ides levadas pelo vento, levai envolto em vós meu pensamento, onde está a que onde está o está causando.
Dizei-lhe que vos vou acrescentando, dizei-lhe que de vida no’há momento, dizei-lhe que não morre meu tormento, dizei-lhe que não vivo já esperando.
Dizei-lhe quão perdido me encontrastes, dizei-lhe quão ganhado me sumistes, dizei-lhe quão sem vida me matastes.
Dizei-lhe quão chagado me feristes, dizei-lhe quão sem mim que me deixastes, dizei-lhe quão com ela que me vistes!
Luís Vaz de Camões
|
|
|
|
|
|
|
| Próximo concerto do projeto educativo: |
|
|
Em
Itália, há 300 anos, o Ospedale della Pietà ficou famoso em toda a
Europa por causa da sua orquestra, formada precisamente por meninas
desse orfanato e pelo facto de essa orquestra ser dirigida por um grande
compositor, Antonio Vivaldi.
Uma das músicas que certamente terá
sido tocada então é As Quatro Estações. Dividida em quatro partes,
correspondentes a cada estação do ano, nesta obra podemos sentir as
emoções que vêm com as mudanças do ano e, também, ouvir alguns dos sons
que mais as caracterizam.
Uma caçada no outono é muito divertida para os caçadores! E para o animal que estão a caçar? Nem por isso...
No Inverno o campo está todo gelado. É bonito, mas para quem está lá fora... ui, que frio!
Depois do inverno, a chegada da primavera é uma alegria. Conseguem ouvir os pássaros a cantar?
No fim de um dia quente de verão surge, de repente, uma terrível tempestade! O melhor é voltar para casa, o mais depressa possível... |
|
|
|
O concerto Temporada Famílias de 9 de janeiro reverte na íntegra a favor da Fundação do Gil. Pedimos
a todos os interessados em assistir ao concerto que tragam consigo bens
alimentares não perecíveis, como esparguete e massas, cereais de
pequeno almoço, papas, bolachas maria e outras; enlatados como
salsichas, atum, ervilhas, grão, feijão, doce, marmelada, azeite e
artigos de higiene, como fraldas e toalhitas, bens a ser entregues ao
cuidado da Fundação do Gil. |
|
|
| A
Orquestra Sinfónica Portuguesa apresenta-se em recital dirigido por
Henning Kraggerud, no Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos a 16
de janeiro às 18 horas, interpretando obras de Antonio Vivaldi e de
Astor Piazzolla. Uma oportunidade para presenciar um concerto com um um
dos solistas escandinavos de maior renome internacional. A Orquestra
Sinfónica Portuguesa aumenta e diversifica mais a já extensa experiência
camerística que detém, desta feita com Henning Kraggerud. |
|
|
|
|
| A
17 de julho de 1794, no auge do Reinado do Terror encabeçado por
Robespierre, dezasseis carmelitas, condenadas por crimes contra o povo
francês, são executadas na Place de la Revolution, em Paris. A ópera de
Poulenc, baseada no peça homónima de George Bernanos, é composta por
pequenas cenas — ou diálogos — que denunciam, a cada nota e palavra, uma
profunda e inquietante análise sobre o martírio e sobre o terror. A
cena final, quando as vozes se vão interrompendo entre si à medida que a
guilhotina faz o seu trabalho é, dramática e musicalmente, uma das mais
comoventes de todo o repertório lírico. Numa irónica e inesperada
mudança, Robespierre seria, 10 dias depois, entregue à mesma guilhotina
que supliciou as carmelitas. Dialogues des Carmélites, cântico de fé,
coragem e redenção foi, de imediato, reconhecida como obra prima da
ópera do século XX.
Rui Esteves
|
|
|
|
|
| |
Sem comentários:
Enviar um comentário