“Saí pelos caminhos… e trazei os pobres, os aleijados, os cegos, os coxos…”(Lc 14, 21)
Jesus quis que nós, os seus discípulos, o imitássemos numa compaixão eficaz por aqueles que sofrem na doença e em toda a dor. “ A Igreja cerca de amor todos os afligidos pela fraqueza humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu Fundador pobre e sofredor. Faz o possível por mitigar-lhes a pobreza e neles procura servir Cristo”.
“ Quem ama verdadeiramente o próximo deve fazer-lhe bem ao corpo tanto como à alma - escreve Santo Agostinho -, e isso não consiste apenas em acompanhar os outros ao médico, mas também cuidar de que não lhes falte alimentação, bebida, roupa, moradia, e em proteger-lhes o corpo contra tudo o que possa prejudicá-lo… São misericordiosos os que usam de delicadeza e humanidade quando proporcionam aos outros o necessário para resistirem aos males e às dores”.
Não esqueçamos que os doentes são o “tesouro da Igreja” e que têm um poder muito grande diante de Deus, pois o Senhor os olha com particular predilecção.
O Sacramento da Unção dos Enfermos é um dos cuidados que a Igreja reserva para os seus filhos doentes. Não se deve esperar até aos momentos finais para recebê-lo, mas quando se começa a estar em perigo de morte por doença ou velhice. Também se pode administra-lo a quem vai ser submetido a uma intervenção cirúrgica, desde que a causa da operação seja uma doença grave.
É um sacramento que infunde uma grande paz e alegria na alma do doente que esteja lúcido, movendo-o a unir-se a Cristo na Cruz e a corredimir com Ele, e que “prolonga o interesse que o Senhor manifestou pelo bem-estar corporal e espiritual de quem está doente, como testemunham os Evangelhos. Este sacramento foi instituído para ajudar os homens a alcançar o Céu.
Neste Dia Mundial do Doente de 2016, tenhamos bem presente que nunca a Medicina esteve tão avançada, nunca houve tantos serviços de cuidados médicos no apoio aos que sofrem - no nosso país existem muitos e bons, com pessoal extraordinário em competências profissionais e capacidades humanas.
Porquê e para quê tanta pressa em querer legislar a “pena de morte” para os doentes, com o argumento de acabar com o sofrimento, sob o arrepiante nome de eutanásia ou, um pouco mais soft, - morte assistida, que é o mesmo?
Há, seguramente, muitos interesses económicos e/ou outros, pois fazer desaparecer o doente, à partida, é logo poupar nos seus internamentos, medicamentos, cuidados e, claro, reduz também o pagamento das pensões…
Bem feitas as contas, deve ser só lucro nesta planificada matança dos inocentes…
Maria de Lourdes Esteves
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