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sábado, 5 de dezembro de 2015

Conversa gira, em família

O mote para este artigo é um episódio engraçado que uma amiga me contou, passado em sua casa, à mesa, e que foi mais ou menos assim:
A minha família estava há dias a ver o telejornal, quando apareceu uma reportagem que fazia referências negativas e confusas a ideias cristãs. Uma delas era a de fazer mortificação…

O meu marido disse que não conhecia bem o significado da expressão. E logo a nossa filha do meio, quase adolescente, explicou: “olha, pai, mortificação é por exemplo esta cena: tu estás aqui sentado e muito cansado e eu… levanto-me, vou-te fazer um café e venho oferecer-to, toda sorridente, mesmo que não me apeteça. Por amor, faço uma pequena mortificação: mortifico-me… e a sorrir! Achas bem?”  

Claro que, depois desta inspirada explicação, o pai já começou a perceber o significado positivo do sacrifício (‘sacri + facere’ = tornar sagrado) e até a achar mais piada ao termo…

Começámos já a 1ª das 4 semanas do ADVENTO, ou seja, Natal à porta: Jesus Cristo está a chegar, há de vir novamente a este nosso mundo, tão necessitado do Príncipe da Paz!

A Paz que só Ele pode dar! Se lha pedimos, com obras: de sacrifício, de conversão, de confissão! Sim porque, obviamente, Deus só nos pode perdoar se Lhe vamos pedir perdão, em cada dia, sempre que a consciência deteta uma sombra, alguma ofensa… E então, depois do Sacramento da Alegria que a Confissão também é, vem a tranquilidade, a paz, a beleza e a leveza interior. Porque o que custa é que vale, como sabemos!

Por amor, também nós – cada uma, cada um, no seu coração e no seu dia-a-dia –, daqui até ao Natal, e sempre que nos lembramos, Lhe podemos preparar a chegada, ao Deus que se faz Homem, com mais algumas pequenas mortificações, orações, serviços, sorrisos… Serão presentes bem oferecidos ao Deus Menino e bem acolhidos pela alegre Família que Ele tornou Sagrada, e que também é nossa, especialmente agora, neste favorável Ano da Misericórdia, que o Papa Francisco vai abrir na festa da Imaculada Conceição, a 8 de dezembro de 2015!

Vejamos o que queremos oferecer-Lhes e decidamo-nos a agir, que isso, sim, vale mesmo a pena!

BOM ADVENTO, para um MELHOR NATAL!






M. Albuquerque
Lisboa, dezembro 2015


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