Francisco recebeu na Praça de São Pedro 80 mil representantes da AGESCI, incentivando-os ao fervor missionário
Roma,
15 de Junho de 2015
(ZENIT.org)
Luca Marcolivio
"Não se vangloriem, mas vocês são um recurso valioso para a Igreja
Italiana!”. Com estas palavras o Papa Francisco acolheu 80 mil
representantes da Associação dos Guias e dos Escuteiros Católicos
Italianos (AGESCI), recebidos por ele, na manhã do passado sábado, 13 de
Junho, na Praça de São Pedro.
O "método scout", depois de várias décadas, mostrou-se, portanto,
sempre válido “baseado nos grandes valores humanos, no contato com a
natureza, na religiosidade e na fé em Deus”, educando “à liberdade na
responsabilidade”.
Os escuteiros desde sempre oferecem “uma contribuição importante às
famílias pela sua missão educativa com as crianças e os jovens”,
incentivando os pais a confiar os seus filhos: "Esta confiança das
famílias não deve ser decepcionada”, disse o Papa.
Francisco também recordou a “Carta da coragem”, redigida para
expressar “convicções e aspirações” do Agesci e para dirigir “uma forte
questão de educação e de escuta” às respectivas comunidades, aos chefes,
às paróquias e à Igreja no seu todo.
Ao fundador dos escuteiros, Lord Baden Powell - recordou o Papa – em
1926 perguntaram: "O que tem a ver a religião (com os escuteiros)?” E
ele respondeu que “a religião não tem necessidade de “entrar”, porque já
está dentro! Não existe um lado religioso do Movimento escuteiro... A
totalidade dele está baseado na religião, ou seja, na tomada de
consciência de Deus e do seu Serviço”.
Na linha do fundador, portanto, a AGESCI está entre as associações de escuteiro que mais investem “no campo da espiritualidade e da educação
na fé”, porém, acrescentou o Santo Padre, “ainda há muito trabalho a ser
feito, para que todas as comunidades-líderes compreendam a importância
disso e tirem as consequências”.
Congratulando-se pelas “boas iniciativas” levadas adiante pela Agesci
– como, por exemplo, o método da “narração da vida vivida em comparação
com a mensagem do Evangelho" - o Papa desejou que “não se trate de
momentos esporádicos", mas de um "projeto de formação continue e
capital, que penetre até o fundo do tecido associativo, tornando-o
permeável ao Evangelho e facilitando a mudança de vida”.
Associações como AGESCI, “são uma riqueza da Igreja que o Espírito
Santo desperta para evangelizar todos os ambientes e setores", continuou
Francisco, dizendo-se “certo de que a Agesci pode trazer à Igreja um
novo fervor evangelizador e uma nova capacidade de diálogo com a
sociedade”.
Onde, na sociedade, "existe o hábito de construir muros”, os escuteiros responderão, criando “pontes” através do diálogo, reiterou de
improviso.
Isso, no entanto, só poderá acontecer se “os grupos individuais não
perderem o contato com a paróquia do lugar, onde têm a sua sede, mas que
em muitos casos não frequentam, porque, embora desenvolvam lá o seu
serviço, provém de outras áreas”.
A recomendação final do Papa aos membros do AGESCI foi estabelecer
"relações de respeito e colaboração em todos os níveis com os seus
bispos, com os párocos e outros sacerdotes, educadores e membros das
outras associações eclesiais presentes na paróquia e no mesmo
território", não se contentando com uma presença “decorativa”, limitada
aos domingos ou às circunstâncias importantes.
(15 de Junho de 2015) © Innovative Media Inc.
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