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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Conferência Episcopal Francesa: intensa preocupação com destino dos imigrantes

Padre Lorenzo Prencipe, responsável do episcopado francês pela imigração, apela à solidariedade cristã e à responsabilidade política da União Europeia.

Roma, 16 de Junho de 2015 (ZENIT.org) Staff Reporter

É de emergência a situação dos imigrantes abrigados nas estações ferroviárias de Milão, Roma Tiburtina e Ventimiglia, todas na Itália, à espera de liberação para viajar ao norte da Europa depois que os países vizinhos fecharam suas fronteiras para não os receber. Enquanto a Itália espera o "Plano B" do primeiro-ministro Matteo Renzi, a França propõe criar na Itália campos geridos pela União Europeia para distinguir entre "migrantes económicos" e solicitantes de asilo.
 

Um apelo à solidariedade cristã e à responsabilidade política europeia para não ceder à lógica do "mal" foi lançado pelo padre Lorenzo Prencipe, diretor do Serviço Nacional da Pastoral dos Migrantes da Conferência Episcopal Francesa, que vê com grande preocupação a negativa da polícia francesa de receber os imigrantes que tentam entrar no país a partir da fronteira italiana de Ventimiglia, na região da Ligúria.
 
O endurecimento da política francesa em relação à imigração "está essencialmente ligado às eleições do ano que vem na França", explica Prencipe. "O que está acontecendo, portanto, é um sinal de força e, de certa forma, um sinal bastante ridículo que o governo manda para o público e para os eleitores". De acordo com o religioso, a França está "travando tudo o que pode ser uma política comum de asilo e de imigração". O representante dos bispos franceses adverte ainda: “Não sabemos como os imigrantes vão ser tratados pela polícia depois de passarem a fronteira. E os jornalistas nem sempre estão presentes no local para verificar”.
 
Prencipe convida cada país a "fazer a sua parte": "Nós, como cristãos e comunidades eclesiais, não podemos ficar indiferentes. Somos convidados, nestas situações, a recebê-los em solidariedade. Mas as autoridades, as administrações, devem assumir as suas responsabilidades com políticas reais e eficazes, que enfrentem de maneira orgânica um problema que não é apenas de emergência humanitária. O problema é que, diante da guerra, dos conflitos que continuam se perpetuando no Oriente Médio e na África, as pessoas fogem e procuram refúgio. Nós temos, portanto, que ajudá-los e fazer de tudo para que, naqueles países, retorne e cresça a estabilidade política".




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