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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

O vírus da indiferença que limita os cuidados de saúde

Assinala-se hoje o Dia Mundial do Doente e o Papa Francisco quis alertar para o “vírus” social individualismo e indiferença, destacando as suas consequências na área da saúde.

“O individualismo e a indiferença pelo outro são formas de egoísmo que, infelizmente, se amplificam na sociedade do bem-estar consumista e do liberalismo económico; as consequentes desigualdades também se encontram no campo da saúde, onde alguns gozam da chamada excelência e muitos outros têm dificuldade de acesso aos cuidados básicos”, refere, numa mensagem divulgada pelo Vaticano.

A intervenção, em vídeo, foi apresentada durante o webinar comemorativo do 30.º Dia Mundial do Doente, que aborda a história e o significado desta jornada, organizado pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé).

Francisco defendeu o reconhecimento da dignidade comum a todas as pessoas, como base da fraternidade e receita para “outros tipos de patologias que ameaçam a humanidade e o mundo”.

A Agência Ecclesia tem estado a assinalar este dia mostrando o trabalho que os capelães hospitalares desenvolvem, num tempo ainda marcado pela pandemia e que procuram fazer de aproximação.

O capelão do Hospital de São João, no Porto, encontra a maior parte do seu trabalho ao circular pelo estabelecimento hospitalar visivelmente identificado como sacerdote católico, considerando que esta é uma paróquia “sui generis e enormíssima”.

“No Hospital de São João nunca entrei, saí ou permaneci sem o meu cabeção e ele arranja-me 90% do trabalho”, afirmou o padre Paulo Teixeira.

O sacerdote realça que “não há ninguém que fique indiferente àquele ‘pedacinho de plástico’, que não serve para nada, mas que é sinal de alguma coisa, de uma realidade maior”.

Mais testemunhos podem ser encontrados no portal de notícias da Agência Ecclesia.

A Comissão Independente para o Estudo de Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica em Portugal apresentou um balanço do seu primeiro mês de atividade, no qual registou 214 testemunhos.

Em comunicado, o organismo liderado pelo psiquiatra Pedro Strecht sublinha a existência de um “elevado número de respostas” por inquérito online, assumindo a intenção de alargar o âmbito da sua ação.

No encerramento das Jornadas de Teologia 2022, o bispo de Vila Real afirmou que a Igreja tem de viver da “profecia do Evangelho da fraternidade”.

“Quando falamos de fraternidade falamos de profecia, no fundo do Evangelho, continuamos a precisar de manifestar e de ser ouvida nas nossas praças e no âmbito de contexto social; a Igreja tem de viver desta profecia do Evangelho da fraternidade, para ir ao encontro de uma igreja sinodal é importante que a fraternidade vá deixando algum lastro”, afirmou D. António Augusto Azevedo, na iniciativa promovida pelo núcleo do Porto da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

O responsável destacou o evento como uma “componente indispensável de formação” e de resposta ao “anseio da humanidade de hoje por novos caminhos de fraternidade”, considerando ainda que no clero existe um “défice de reflexão teológico-pastoral”.

Damos-lhe ainda conta da exposição que vai poder visitar no NewsMuseum, em Sintra, exposição dedicada aos 100 anos do jornal Voz da Fátima, o mais antigo projeto de comunicação do Santuário de Fátima.

Com o tema «Voz da Fátima: 100 anos a contar a história de uma mensagem em Portugal e no mundo», a mostra insere-se nas comemorações do centenário do jornal e resulta de uma parceria entre o NewsMuseum e o Santuário de Fátima.

Mas há mais para ler, ver e ouvir em agencia.ecclesia.pt

Encontramo-nos lá?

Lígia Silveira

 


www.agencia.ecclesia.pt

      



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